Mota-Engil assina contrato de cerca de 300 milhões de euros no Brasil

A Mota-Engil assinou, em consórcio com a empresa Ocyan, um contrato de cerca de 300 milhões de euros no Brasil, para a Petrobras, que marca a expansão da empresa no setor do petróleo e gás, indicou, num comunicado.

© Facebook/motaengil

A Mota-Engil fechou, em consórcio com a Ocyan, um contrato de cerca de 300 milhões de euros com vista à “revitalização da malha de gás da Petrobras”,ao largo do Rio de Janeiro, no Brasil, segundo informou esta segunda-feira em comunicado nviado ao mercado.

O contrato, adianta a construtora portuguesa, “marca a expansão da empresa nas atividades de Oil & Gas e em projetos de EPCI offshore, os quais incluem Engenharia, Construção, Aquisição e Instalação de equipamentos”.

As operações, que deverão durar cerca de quatro anos e meio, preveem atividades offshore junto às plataformas de Namorado e Garoupa (PNA-1 e PGP-1), “que incluirão a instalação de diversos equipamentos submarinos que permitirão a distribuição e ramificação de gases ou líquidos e dutos flexíveis”.

O grupo construtor liderado por Carlos Mota Santos destaca que, para lá desta adjudicação, já celebrou neste segundo semestre novos contratos ou aditamentos a contratos existentes na América Latina num valor total de cerca de 350 milhões de euros.

“Com as adjudicações acima anunciadas, o grupo continua a consolidar a atividade a realizar nos próximos anos em patamares historicamente elevados, alargando ao mesmo tempo, em dimensão e rentabilidade, a presença nos principais mercados da região”, refere a Mota-Engil no comunicado partilhado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No final do semestre, a carteira de encomendas da Mota-Engil representava 12,6 mil milhões de euros.

Últimas de Economia

O índice de preços da habitação aumentou 17,6% em 2025, mais 8,5 pontos percentuais do que em 2024 e a taxa mais elevada na série disponível, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje de forma acentuada a dois, cinco e 10 anos em relação a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália, e os da Alemanha acima de 3% no prazo mais longo.
O preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu esta segunda-feira cerca de 3%, sendo negociado acima dos 61 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
O déficit comercial de bens entre a zona euro e o mundo aumentou para 1,9 mil milhões de euros, em janeiro, face aos 1,4 mil milhões de euros do mesmo mês de 2025, segundo o Eurostat.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar cerca de 15 cêntimos por litro, e a superar os dois euros, e a gasolina 95 a encarecer nove cêntimos.
Mais de metade das habitações familiares anteriores a 1960 não sofreram obras de renovação para melhorar a eficiência energética e 30,1% das casas construídas antes de 1945 são ocupadas por famílias em risco de pobreza, indicou hoje o INE.
O relatório final dos peritos europeus confirma que o apagão ibérico foi provocado por falhas em cascata e recomenda reforçar tanto os quadros regulatórios como a coordenação entre operadores da rede e grandes produtores, de forma a prevenir eventos semelhantes.
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação diminuiu para 3,079% em fevereiro, ficando abaixo dos 3,111% de janeiro de 2026 e dos 3,830% de fevereiro de 2025, indicam dados divulgados hoje pelo INE.
O preço do gás na Europa disparou hoje 35% após os ataques às infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em particular um ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.
O primeiro-ministro admitiu hoje que Portugal pode ter défice em 2026 devido à “excecionalidade” relacionada com os impactos das tempestades e da crise energética e rejeitou “uma obsessão” para ter excedente orçamental que impeça apoios ao país.