CHEGA diz que aumento de pensões não compensa perda do poder de compra

O presidente do CHEGA considerou hoje que os aumentos das pensões não compensam a perda de poder de compra, tendo o primeiro-ministro garantido que as reformas têm sido aumentadas acima da inflação.

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No debate sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2024, André Ventura questionou António Costa “se não põe a mão na consciência quando diz que os pensionistas vão ter um aumento”.No debate sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2024, André Ventura questionou António Costa “se não põe a mão na consciência quando diz que os pensionistas vão ter um aumento”.

Ventura apontou que “vão de facto ter um aumento este ano, mas nos últimos dois anos perderam em média 330 euros, foi o que a pensão média diminuiu em poder de compra”.

“Quem está a ouvir e tem de escolher entre medicamentos ou alimentação, sabe que qualquer aumento para 2024 não compensa o que eles perderam em 2021 e 2022”, salientou, acusando o primeiro-ministro de fazer “sempre o mesmo truque: tirar, tirar, tirar e depois dar uma migalha e dizer ‘estamos a dar qualquer coisa'”.

Na ótica de Ventura, o Orçamento do Estado para o próximo ano “é a maior vigarice fiscal” e citou o antigo ministro Pedro Nuno Santos, agora deputado do PS, para dizer que “era possível fazer diferente neste orçamento”.

Na resposta, o primeiro-ministro garantiu que “todos os anos os pensionistas têm sido aumentados acima da inflação”.

“A inflação foi em 2022 de 7,8%. Os aumentos dos pensionistas este ano foram entre 7,46 e 8,4%, a que acresceu um apoio extraordinário de 25% do seu valor anual da pensão. Este ano a inflação será 4,6%, e o aumento no próximo ano variará entre 5,2% e 6,2%”, sustentou António Costa.

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