Dormidas no turismo sobem 6,7% em setembro devido a não residentes

O alojamento turístico registou 8,2 milhões de dormidas em setembro, um aumento de 6,7%, devido ao crescimento do mercado de não residentes, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.

© D.R.

De acordo com as estatísticas rápidas da atividade turística, em setembro, o setor do alojamento turístico registou 3,2 milhões de hóspedes, o que corresponde a uma subida de 9%, face ao mesmo mês do ano anterior.

O crescimento das dormidas ficou a dever-se ao aumento nos mercados não residentes, que cresceu 11,3% para 5,9 milhões, tendo as dormidas de residentes registado um decréscimo de 3,3%, para 2,3 milhões.

Nos mercados externos, continuaram a destacar-se o Canadá e os Estados Unidos, com as maiores taxas de crescimento (33,7% e 23,7%, respetivamente).

Também o mercado austríaco registou um crescimento significativo de 21,5%.

Os acréscimos nas dormidas foram mais expressivos na região Norte (13,5%), no Centro (12,3%) e nos Açores (9,8%).

Relativamente à ocupação nos estabelecimentos de alojamento turístico, observou-se um aumento de um ponto percentual, em setembro, para 57,3% de taxa líquida de ocupação-cama e mais 1,3 pontos percentuais, para 69,2% de taxa líquida de ocupação-quarto.

Naquele mês, 14% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes.

No conjunto dos terceiro trimestre, as dormidas aumentaram 3,2%, em consequência do crescimento nas dormidas de não residentes (+7,2%), tendo o mercado doméstico registado um decréscimo de 4,4%, acrescentou o INE.

Últimas de Economia

Os portugueses são a sétima população da União Europeia (UE) que mais sentiu o aumento do custo de vida, com dois em três a afirmarem que o seu poder de compra caiu significativamente no último ano, segundo um inquérito hoje divulgado.
O CHEGA defendeu a possibilidade de os portugueses deduzirem no IRS os encargos com o crédito à habitação, mas a proposta foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. A medida pretendia aliviar a carga fiscal das famílias que pagam mensalmente a prestação da casa, numa altura em que o acesso à habitação continua a representar um dos maiores desafios financeiros dos portugueses.
O CHEGA voltou a defender medidas para reduzir o preço dos combustíveis no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, mas a iniciativa foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. O partido pretendia aliviar os custos suportados pelos condutores e pelas famílias portuguesas, num país onde abastecer o depósito continua a representar uma despesa significativa.
Uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia determina que as instituições bancárias não podem recusar o reembolso imediato de operações não autorizadas apenas por considerarem que os clientes foram negligentes. O dinheiro deve ser devolvido, em regra, até ao final do dia útil seguinte.
Dezenas de clientes denunciam transferências não autorizadas e perdas de milhares de euros. A Polícia Judiciária está a investigar as queixas, enquanto o Banco CTT reconhece um aumento das tentativas de fraude digital. Uma das vítimas reclama a devolução de 1.200 euros.
O passe que permitirá utilizar os transportes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto foi adiado três meses. O Governo prevê um acréscimo de dez euros ao preço do passe e admite implementar o sistema nacional numa segunda fase.
O preço eficiente do gasóleo aumentou, esta semana, 1,2% para 2,289 euros, indicou hoje a ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
A prestação média mensal dos empréstimos para habitação própria permanente atingiu em setembro os 450 euros, o valor mais alto desde o início da série, em 2018, e mais 9% em termos homólogos, divulgou hoje o BdP.
As instituições de crédito em Portugal concederam em setembro 2.171 milhões de euros para novos empréstimos à habitação, um aumento de 4,2% em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As dificuldades económicas estão a condicionar os projetos familiares dos mais novos. Metade dos jovens adia a decisão de ter filhos devido à insegurança financeira.