Pedro Nuno Santos compra monte a 80km de Alcochete meses antes de anunciar aí o novo aeroporto

O candidato à liderança do PS comprou a propriedade em fevereiro de 2022. Quatro meses depois, decidiu que o novo aeroporto iria localizar-se a 80 km do seu monte, em Alcochete.

© Folha Nacional

Pedro Nuno Santos, candidato à liderança do Partido Socialista, decidiu, de forma unilateral, que a localização do novo aeroporto internacional seria em Alcochete, a 80 km da propriedade que comprou quatro meses antes, em Montemor-o-Novo, avança a revista Sábado.

Recorde-se que esta decisão foi revertida no imediato pelo primeiro-ministro, tendo inclusivamente dado origem a uma das várias crises políticas atravessadas pelo Governo de António Costa. Pedro Nuno recuou e pediu desculpa, tendo-se mantido no Governo até ao caso das indemnizações milionárias na TAP.

Segundo relata a revista Sábado, o socialista revela ainda algumas contradições relativamente à origem dos fundos para a aquisição de uma casa em Lisboa no valor de 790 mil euros, havendo omissões quanto à declaração patrimonial que tem de constar no Tribunal Constitucional, à qual está obrigado segundo o regime do exercício de funções por titulares de cargos políticos e altos cargos

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A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.
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O líder do CHEGA contesta limitações ao objeto da comissão de inquérito e quer escrutinar toda a passagem de Luís Neves pela direção da PJ, incluindo o seu afastamento da Operação Influencer e perceber se decisões tomadas durante o mandato sofreram influência política.
Luís Montenegro vai enfrentar o debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA no dia 8 de setembro, às 15h00. Partidos decidiram acelerar os prazos para que o país não fique à espera de uma resposta política à iniciativa apresentada na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
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