Produção de vinho em 2023 será a maior desde 2006

A produção de vinho para este ano deverá atingir 7,3 milhões de hectolitros, devendo ser a maior produção desde 2006, apesar da diminuição nas sub-regiões dos Vinhos Verdes e da região da Beira Interior, estimou hoje o INE.

© D.R.

As previsões agrícolas de 31 de outubro, hoje divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), para um das produções “mais elevadas das últimas duas décadas”, anteveem-se “vinhos complexos e com equilíbrio entre o teor alcoólico, a acidez e os taninos”.

O INE regista que a dispersão geográfica da vinha, a par das “particularidades edafoclimáticas das regiões vitícolas e às características das castas aí instaladas, prolongou a realização das vindimas”, que se estenderam desde a primeira quinzena de agosto, até à primeira de outubro.

Segundo o instituto estatístico, o desenvolvimento e maturação de bagos decorreu de forma heterogénea, tendo havido, ainda, ataques de míldio e de oídio (regiões dos Vinhos Verdes e Centro), podridão cinzenta (Norte e Centro) e traça da uva e cigarrinha verde (Ribatejo e Alentejo).

No caso da uva de mesa, esta deverá ter um aumento da usa produção em 10% face a 2022, mas “aquém da média do último quinquénio (-4%)”.

Últimas de Economia

O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 254,99 euros, mais 0,60 euros relativamente à semana anterior, foi hoje anunciado.
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação vai acelerar para 3,1% no segundo trimestre de 2026 devido ao aumento dos preços da energia causado pela guerra no Médio Oriente.
A atividade económica em Portugal registou uma quebra na última semana de março, de acordo com o indicador diário divulgado hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
As taxas Euribor desceram a seis e 12 meses e subiram a três meses hoje, face a quarta-feira.
Os concursos de empreitadas de obras públicas promovidos até fevereiro diminuíram 35% em número e 49% em valor face ao mesmo mês de 2025, respetivamente para 467 e 861 milhões de euros.
O consumo de eletricidade atingiu, entre janeiro e março, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre em Portugal, registando um máximo de 14,6 Terawatt-hora (TWh), segundo informou a REN - Redes Energéticas Nacionais em comunicado.
Os consumidores em Portugal contrataram em fevereiro 769,4 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 10,8%, enquanto o número de novos contratos recuou para 134.697, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os pagamentos em atraso das entidades públicas fixaram-se em 369,7 milhões de euros em fevereiro, uma subida de 5,8 milhões de euros face ao período homólogo e de 34,5 milhões face a janeiro, foi hoje anunciado.
Os preços das casas estão a aumentar ininterruptamente em Portugal desde que o primeiro governo de Luís Montenegro tomou posse, em 02 de abril de 2024, contribuindo para agravar uma crise ainda sem solução à vista.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 1.560 milhões de euros em fevereiro, para 282.711,2 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).