Juro médio de novos depósitos a prazo regista maior aumento mensal em outubro

A taxa de juro média dos novos depósitos de particulares registou em outubro o maior aumento mensal de que há registo, para 2,93%, enquanto o montante dos novos depósitos atingiu máximos desde março de 2012, segundo o BdP.

© D.R.

De acordo com os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP), o juro médio dos novos depósitos a prazo de particulares subiu de 2,29% em setembro para 2,93% em outubro, registando o maior aumento (0,64 pontos percentuais) desde o início da série, em janeiro de 2003, e fixando-se num valor que não era atingido desde agosto de 2012.

Já o montante de novas operações de depósitos a prazo de particulares atingiu em outubro o maior valor desde março de 2012, totalizando 10.690 milhões de euros, mais 2.836 milhões de euros do que no mês anterior.

“Com o aumento da taxa de juro média dos novos depósitos observado em outubro, Portugal subiu para a 14.ª posição entre os países da área do euro, mantendo-se, no entanto, abaixo da média para este conjunto de países (3,27%)”, nota o banco central.

A desagregação por prazo mostra que, em outubro, a remuneração média mais elevada se registou nos novos depósitos com prazo até um ano: 2,95% (2,31% em setembro).

Já os novos depósitos com prazo de um a dois anos apresentaram uma remuneração média de 2,15% (2,03% em setembro), enquanto os novos depósitos com prazo acima de dois anos foram remunerados, em média, a 2,13% (2,10% em setembro).

No que respeita às empresas, em outubro, a remuneração média dos novos depósitos a prazo foi de 3,31%, o que corresponde a um aumento de 0,23 pontos percentuais relativamente ao mês anterior.

As novas operações de depósitos somaram 6.887 milhões de euros, menos 380 milhões milhões de euros do que em setembro, 99,6% dos quais foram aplicados em depósitos a prazo até um ano.

No que se refere às novas operações de empréstimos aos particulares, totalizaram 2.532 milhões de euros em outubro, mais 24 milhões de euros do que em setembro, com aumentos nas finalidades de habitação, de consumo e de outros fins de sete milhões, 16 milhões e um milhão de euros, respetivamente.

A taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação “diminuiu ligeiramente, de 4,25% em setembro para 4,23% em outubro”, e a taxa de juro média dos novos empréstimos para outros fins também diminuiu, de 5,35% para 5,33%.

Pelo contrário, a taxa de juro média dos novos empréstimos para consumo subiu, de 8,97% para 9,18%.

Quanto aos novos empréstimos concedidos pelos bancos às empresas, somaram 1.550 milhões de euros em outubro, menos 59 milhões de euros do que no mês anterior.

Segundo o BdP, esta queda foi justificada pela diminuição de novos empréstimos acima de um milhão de euros, no valor de 77 milhões de euros (de 713 milhões para 636 milhões). Em sentido contrário, os novos empréstimos até um milhão de euros aumentaram 18 milhões de euros, fixando-se em 914 milhões de euros.

A taxa de juro média dos novos empréstimos às empresas aumentou de 5,81% em setembro para 5,89% em outubro, com subidas quer nos empréstimos até um milhão de euros (de 5,97% para 6,07%), quer nos empréstimos acima desse valor (de 5,62% para 5,63%).

Últimas de Economia

Ter filhos tornou-se um projeto cada vez mais difícil para os portugueses. O preço das casas e a instabilidade económica estão a adiar a formação de famílias, enquanto a natalidade continua abaixo do necessário para assegurar a renovação das gerações.
Mais de metade do valor que as famílias portuguesas pagam mensalmente pelo crédito à habitação destina-se a juros. A prestação média atingiu os 423 euros em setembro, dos quais cerca de 213 euros não servem para reduzir a dívida.
O Estado deverá gastar cerca de 10,2 milhões de euros em 2026 com pensões vitalícias atribuídas a antigos titulares de cargos políticos e ex-juízes do Tribunal Constitucional. A Caixa Geral de Aposentações contabiliza 281 beneficiários, dos quais 228 recebem mensalmente a prestação.
André Ventura acusou o Livre de incoerência política durante o debate de urgência sobre a habitação, esta quarta-feira, no Parlamento. O presidente do CHEGA criticou o voto contra a redução do IVA na construção, abordou os acampamentos de protesto e responsabilizou as políticas de imigração pelo agravamento da crise habitacional.
As reclamações dos consumidores de energia aumentaram 47% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2025, apesar de terem diminuído 12% em relação aos três meses anteriores, segundo dados divulgados pela ERSE.
A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos de crédito à habitação subiu em setembro pelo quarto mês consecutivo, para 3,194%, atingindo o valor mais alto num ano, divulgou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Mais de metade dos portugueses (53%) recorreu a dinheiro emprestado ou a cartões de crédito nos últimos seis meses para pagar as suas contas, com uma percentagem que sobe para 79% entre os rendimentos abaixo da média, segundo um estudo da Intrum.
André Ventura anunciou que o CHEGA vai apresentar um pacote de emergência para combater a crise da habitação, que inclui a isenção temporária do pagamento do IMI, benefícios fiscais e apoios às rendas. O líder do partido defendeu medidas urgentes para reduzir os encargos das famílias portuguesas.
As alterações às tabelas de retenção na fonte previstas para novembro poderão aumentar o salário líquido de muitos trabalhadores, mas há uma consequência menos favorável: o reembolso de IRS poderá diminuir no próximo ano.
Os 60 membros do Governo que está a alterar as leis do arrendamento declaram 436 imóveis, avaliados em quase 23 milhões de euros. Marisa Garrido, secretária de Estado da Administração Pública e que recebeu 12 milhões de euros em suplementos quando dirigia os Recursos Humanos da RTP, lidera a lista com 62 propriedades. Luís Montenegro surge logo a seguir, com 55 imóveis declarados.