Diretor da PSP diz que polícias devem ter mesmo tratamento que elementos da PJ

O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública considerou hoje que os polícias da PSP devem ter o mesmo tratamento remuneratório dos elementos da PJ, avançando que transmitiu à tutela que as polícias devem ser “reconhecidas da mesma forma”.

© Facebook\ aspppsp

“Fico naturalmente satisfeito que as organizações lutem pelos interesses dos seus colaboradores e penso que foi esse trabalho que a Polícia Judiciária fez com o Ministério da Justiça. Dentro desse contexto o caminho que temos de fazer é semelhante, lutar para que os homens e mulheres que trabalham na PSP sejam também reconhecidos da mesma forma”, disse à agência Lusa José Barros Correia, no final da cerimónia de abertura solene do ano letivo 2023/2024 no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa.

O diretor da PSP foi questionado se considera existir um tratamento diferenciado entre polícias após o Governo ter aprovado, na semana passada, o pagamento de um suplemento de missão para as carreiras da PJ, que, em alguns casos, pode representar um aumento de quase 700 euros por mês.

“Fico satisfeito que a PJ e o Ministério da Justiça tenham conseguido encontrado as melhores soluções para os seus profissionais, no fundo é também aquilo que nós queremos para os nossos”, precisou.

José Barros Correia indicou que já manifestou ao ministro da Administração Interna a necessidade de revisão das tabelas salariais dos polícias da PSP, depois de já o ter alertado anteriormente e logo após a aprovação do suplemento para a PJ.

“Ainda ontem [quarta-feira] no Porto o fiz ao senhor ministro, estive com ele e disse naturalmente o que pensava sobre essa matéria”, frisou.

Na segunda-feira, o diretor nacional enviou um email a todo o efetivo da PSP no qual informa que sentiu que era seu “dever alertar a tutela para a necessidade de revisão das tabelas salariais dos polícias da PSP, seja através do aumento dos índices remuneratórios, seja do aumento do suplemento das forças e serviços de segurança, bem como continuar o esforço de melhoria das instalações, dos equipamentos e viaturas policiais”.

José Barros Correia escreve ainda que desconhecia a intenção do Governo de atribuir um suplemento de missão para a PJ.

Na sequência desta medida, as estruturas da PSP e da GNR manifestaram indignação por este tratamento que dizem ser desigual e diferença de rendimentos em relação à Polícia Judiciária, tendo na quarta-feira se realizado uma reunião inédita entre seis sindicatos da PSP e associações socioprofissionais da GNR, em que decidiram realizar vários protestos.

Questionado sobre assunto na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, a ministra da Presidência remeteu para o próximo Governo a aprovação de novos suplementos remuneratórios nas forças de segurança, justificando a regulamentação do suplemento da PJ com o encerramento de um processo já em curso.

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