Seis anos de cadeia para deputada tailandesa por criticar monarquia

Um tribunal de Banguecoque condenou hoje uma deputada do partido da oposição Move Forward a seis anos de prisão por ter criticado, nas redes sociais, a monarquia.

© Facebook de Rukchanok Srinork

Rukchanok Srinork, que terá de abandonar o lugar no parlamento, encontra-se no processo de pedir a saída em liberdade sob pagamento de caução, informou a organização Advogados Tailandeses pelos Direitos Humanos (Thai Lawyers for Human Rights, TLHR).

A deputada, membro da plataforma progressista que venceu contra todas as probabilidades as eleições de maio, mas que não conseguiu obter apoio suficiente para governar, foi considerada culpada de publicar duas mensagens nas redes sociais em 2020 que criticavam a família real tailandesa.

Nas mensagens na rede social X (antigo Twitter), a mulher criticou o monopólio de um laboratório ligado à monarquia no fabrico da vacina contra a covid-19 da Astrazeneca, além de ter reenviado fotografias de uma manifestação, com mensagens alegadamente antimonárquicas, referiu a TLHR.

O crime de lesa-majestade é punível com penas de três a 15 anos de prisão para quem difamar, insultar ou ameaçar o rei, a rainha ou o príncipe herdeiro, numa das leis mais draconianas do mundo neste domínio.

A TLHR denunciou o aumento dos casos de lesa-majestade na Tailândia desde novembro de 2020, quando o Governo retomou a aplicação desta lei para sufocar nos tribunais o movimento pró-democracia liderado por estudantes universitários.

Este movimento, no qual Rukchanok participou ativamente, organizou protestos em massa em meados de 2020 e conseguiu lançar o debate público sobre o papel da monarquia, que tem vindo a perder adeptos entre os tailandeses nos últimos anos.

Nas eleições de 14 de maio, o Move Forward, com 14,4 milhões de votos, conquistou a preferência dos jovens manifestantes, nomeadamente devido à promessa de alterar a lei de lesa-majestade para reduzir as penas e permitir que apenas as instituições ligadas à família real apresentem queixas.

Pelo menos 259 pessoas, incluindo menores, foram acusadas de lesa-majestade desde novembro de 2020, de acordo com a TLHR, enquanto 1.890, incluindo 284 menores, foram acusadas de crimes relacionados com os protestos ou expressão política.

Últimas do Mundo

As autoridades ambientais da Austrália anunciaram hoje o desmantelamento de uma criação ilegal de baratas perto de Sydney, contendo mais de 100 mil baratas, com um valor de mercado superior a 122 mil euros.
O dia da sobrecarga ecológica do planeta, em que a humanidade esgota os recursos naturais da Terra disponíveis anualmente e passa a viver “a crédito”, assinala-se a 30 de julho.
O Ministério Público alemão pediu hoje prisão perpétua para o psiquiatra saudita que atropelou com um carro a multidão no mercado de Natal de Magdeburgo, matando seis pessoas e ferindo mais de 300 em dezembro de 2024.
O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou na Assembleia da República um voto de pesar pela morte de Henry Nowak, jovem britânico de 18 anos assassinado no Reino Unido, num caso que gerou forte indignação internacional.
Centenas de pessoas saíram às ruas de Southampton, no Reino Unido, após a morte de Henry Nowak, o jovem de 18 anos que morreu depois de ter sido esfaqueado e inicialmente tratado pelas autoridades como suspeito. Vickrum Digwa, de 23 anos, acabou condenado pelo homicídio do estudante.
A ministra do Interior britânica defendeu hoje uma investigação à atuação da polícia, no ano passado, por deter e algemar erradamente uma vítima de esfaqueamento, mas alertou para a manipulação política do caso.
Um executivo da empresa norte-americana Walt Disney Company, detido num aeroporto de Moscovo em janeiro, foi hoje condenado a dois anos e meio de prisão por um tribunal russo por posse e tentativa de contrabando de droga.
Um português de 26 anos morreu após uma violenta agressão numa rua espanhola, num caso que está agora a ser investigado pelas autoridades de La Rioja.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa Temu em 200 milhões de euros por não detetar devidamente produtos ilegais, referindo que encontrou à venda na plataforma brinquedos para bebés, joias ou carregadores com elevados riscos de segurança.
Os aeroportos europeus estão a registar esperas até 3,5 horas nos controlos fronteiriços em períodos de pico e antecipam um verão “particularmente difícil”, apontando falta de efetivos e falhas técnicas na implementação do novo sistema europeu.