Número de novas empresas sobe 4,7% em 2023 para maior valor de sempre

O número de novas empresas criadas em Portugal em 2023 atingiu os 51.320, mais 4,7% face ao ano anterior, tendo sido o número mais elevado de sempre, de acordo com dados da Informa D&B hoje divulgados.

© D.R.

 

De acordo com o barómetro anual Informa D&B, as atividades que registaram maiores crescimentos em novas empresas face a 2022 foram transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros, que cresceram cerca de 50% para 4.791 constituições, construção de edifícios (+12% para 3.492 constituições) e alojamento e restauração (+10%, para 1.843 constituições).

Já os setores das atividades imobiliárias (-17%), tecnologias de informação e comunicação (-2%) e indústrias (-3%) foram os que recuaram em termos de novas constituições.

“Atividades imobiliárias e TIC invertem a tendência de crescimento dos últimos anos. Nas indústrias, responsáveis pelo maior volume de negócios e exportações do tecido empresarial, o recuo de 2023 reforça uma tendência decrescente verificada na última década”, refere o relatório.

Quanto aos encerramentos e insolvências, e de acordo com dados provisórios, uma vez que há publicações que ainda não foram feitas no Registo Central, no ano passado foram encerradas 13.362 empresas e organizações, menos 9,0% que em 2022.

Ainda assim, e “analisando a tendência dos últimos meses, é de esperar que os encerramentos de empresas em 2023 superem os de 2022, assinalando o segundo ano consecutivo de subida deste indicador”.

Já as insolvências cresceram 18% em 2023 face a 2022, com 1.917 novos processos, ainda que se mantenha 13% abaixo dos valores de 2019 – o último ano antes da pandemia da covid-19.

“Este crescimento segue-se a dois anos com valores anormalmente baixos neste indicador e que refletiram o efeito de muitas das medidas de apoio iniciados no período pandémico”, refere a consultora.

De acordo com o barómetro, a subida do indicador foi transversal a quase todos os setores, com exceção do alojamento e restauração, agricultura e outros recursos naturais e energias e ambiente.

O setor das indústrias foi o que registou o maior aumento do número de processos de insolvência, tendo havido mais 148 processos, o equivalente a um aumento de cerca de 47%.

Últimas de Economia

O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.
A produção na construção recuou 2,0% na zona euro e 1,8% na União Europeia (UE) em julho, face ao mesmo mês de 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa Euribor desceu hoje a três e a 12 meses e subiu a seis meses para um novo máximo desde outubro de 2024.
Contas provisórias apontam para um agravamento de 10 cêntimos no gasóleo e oito na gasolina já a partir de segunda-feira. A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis fecha os valores esta sexta-feira.
O Partido Socialista (PS) defende que é preciso aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis, mas vai votar contra o projeto de lei do CHEGA que propõe reduzir temporariamente o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. A decisão foi confirmada por José Luís Carneiro.