Argentina pronta a enviar polícias para lidar com violência no Equador

A Argentina disse na terça-feira estar disponível para enviar membros das forças de segurança para ajudar o Equador a enfrentar uma vaga de violência que já causou pelo menos dez mortos.

©facebook de Javier Milei

 

A Argentina expressou “firme apoio” às autoridades e ao povo equatorianos e ofereceu o envio das “forças de segurança, se necessário, para ajudar” o país numa “questão continental”.

A ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, lamentou que o Equador “tenha passado de um país tranquilo, com baixo índice de homicídios, para um país dominado pelo narcoterrorismo”.

O Governo dos EUA está a acompanhar “de perto” os relatos de “violência, sequestros e uma série de explosões no Equador” e está pronto “a prestar assistência”, disse à agência de notícias EFE um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano.

“Estamos atentos a todo o apoio que o governo do Equador nos solicite”, disse o Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, na rede social X.

Também na terça-feira, o Governo do Peru anunciou a imposição do estado de emergência em toda a fronteira de 1.500 quilómetros com o Equador e o envio das forças armadas para vigiar a área em conjunto com a polícia.

No final de uma reunião urgente com vários membros do executivo para analisar a situação no Equador, o primeiro-ministro peruano, Alberto Otárola, disse que seria aplicado “um controle mais intenso do trânsito de pessoas e migrantes que entram” no país.

Pelo menos dez pessoas morreram, incluindo dois agentes da polícia e outras três ficaram feridas, em vários ataques armados registados na terça-feira na capital Quito e em várias cidades do Equador.

A polícia equatoriana anunciou nas redes sociais a morte de dois agentes “vilmente assassinados por criminosos armados” na cidade de Nobol, na região de Guayas, no oeste do país.

Pelo menos oito pessoas morreram e outras três ficaram feridas em vários ataques armados em Guayaquil, uma cidade costeira do sudoeste do Equador.

Ainda na terça-feira, a polícia anunciou a libertação de três agentes que tinham sido sequestrados na cidade costeira de Machala, no sudoeste do país, e a detenção de dez pessoas, supostamente envolvidas no rapto.

Um quarto polícia foi sequestrado em Quito por três indivíduos num “veículo com vidros escuros e sem placa”, referiu a polícia local.

O Equador viveu na terça-feira um dia de terror devido à atuação de grupos do crime organizado, com motins nas prisões, automóveis incendiados e ataques com explosivos, assim como roubos, saques e tiroteios em áreas comerciais.

Isto depois de o Presidente ter decretado, na segunda-feira, o estado de emergência, após a fuga da prisão de Adolfo Macias, de alcunha “Fito”, líder do maior grupo criminoso do país.

Também em Guayaquil, vários homens armados invadiram um estúdio do canal de televisão TC e fizeram os jornalistas e outros funcionários reféns durante uma transmissão em direto.

Todos os homens armados que invadiram o estúdio de televisão foram, entretanto, detidos e acusado do crime de terrorismo.

Pouco tempo depois, o Presidente do Equador, Daniel Noboa, decretou estado de “conflito armado interno” e ordenou a neutralização dos grupos criminosos envolvidos no tráfico de drogas.

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