CHEGA quer cortar impostos na habitação e usar “excedente” para polícias

CHEGA apresentou hoje 25 compromissos para as legislativas de 10 de março, que passam por cortar impostos para habitação própria e permanente e "usar o excedente" do atual Governo para dar mais condições às forças de segurança.

© Folha Nacional

No arranque de uma iniciativa para apresentar as linhas gerais do programa eleitoral, a coordenadora do documento do CHEGA, Cristina Rodrigues (antiga deputada do PAN), explicou que o texto completo – que terá mais de 200 páginas e 500 propostas – será divulgado na próxima semana, podendo ainda receber os últimos contributos da sessão que se realiza hoje no Centro Cultural de Sacavém (Loures).

No documento de resumo de oito páginas distribuído aos jornalistas, referem-se objetivos genéricos como a “garantia de mais rendimentos às famílias e empresas” ou a “redução de impostos”, mas sem qualquer quantificação.

Foram depois os oradores que detalharam um pouco mais algumas das medidas.

Por exemplo, a vice-presidente do CHEGA e arquiteta Marta Silva – número três nas listas por Lisboa – apresentou as prioridades para a habitação e fixou como compromissos a abolição de IMT e IMI na compra de habitação própria e permanente.

“Não temos de pagar impostos sobre o nosso teto”, defendeu, apontando igualmente como meta a reversão do arrendamento forçado e o regresso vistos ‘gold’.

Já o líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, falou sobre administração interna e reiterou o compromisso do partido de garantir a equiparação do suplemento de missão atribuído à PJ às restantes forças de segurança.

“Se temos excedente orçamental, temos de ajudar estes homens e mulheres. Muitas vezes pergunta-se onde é que o CHEGA vai buscar o dinheiro? Ao excedente orçamental que Medina diz que tem”, afirmou, elegendo também como prioridade dar o estatuto de profissão de desgaste rápido às forças de segurança.

O primeiro compromisso do programa do CHEGA é “limpar o país da corrupção”, onde o partido enuncia objetivos gerais como “acabar com o abuso de poder e a impunidade dos corruptos” ou “conseguir uma classe política mais íntegra, dificultando, entre outras coisas, os esquemas das portas-giratórias”.

Um dos primeiros oradores, o professor universitário Fernando Silva, que participou na elaboração do programa, defendeu que “só possa entrar na vida política através do CHEGA quem tiver as mãos limpas” e pediu que, numa eventual negociação governativa, o partido não deixe cair esta prioridade.

Na área da Defesa, o CHEGA promete aumentar o investimento e “cumprir finalmente” as metas orçamentais decorrentes dos compromissos com a NATO e UE e “dignificar os antigos combatentes, garantindo acesso privilegiado à saúde e habitação digna”.

“Há uma sangria brutal nos três ramos das Forças Armadas. São precisos ordenados substancialmente superiores para os militares e segurança nas carreiras”, defendeu o deputado Pedro Pessanha.

Entre os compromissos do CHEGA está também a rejeição de “qualquer projeto de regionalização” e reforço do municipalismo.

O deputado Bruno Nunes, que falou sobre coesão territorial, defendeu uma revisão da lei eleitoral que permita que o voto de “quem está em Trás-os-Montes valha tanto como o de quem está em Lisboa” e deixou um apelo.

“Deixem jogar o André Ventura e certamente vamos resolver o problema”, disse.

No capítulo do sistema político, o CHEGA inclui como compromissos “promover uma maior justiça na distribuição de mandatos através da reforma eleitoral” e “assegurar uma maior transparência por parte dos partidos políticos no que diz respeito ao seu financiamento e determinar que não gozam de mais benefícios que os restantes cidadãos”.

A alteração do estatuto dos titulares de cargos políticos “de forma a garantir o efetivo combate a fenómenos de corrupção e tráfico de influências” e “atingir a neutralidade ideológica da Constituição” são outros objetivos do partido liderado por André Ventura.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial apoiado pelo Chega disse hoje esperar que os líderes do PSD e IL “não sejam pelo menos um obstáculo” a uma vitória sua “que impeça o socialismo” de regressar ao Palácio de Belém.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA reforçou na quinta-feira à noite o apelo ao voto no domingo alegando que "a mudança nunca esteve tão perto".
A campanha para as eleições presidenciais de domingo termina hoje com a maioria dos candidatos a concentrar as últimas ações na região de Lisboa, à exceção de Catarina Martins e João Cotrim Figueiredo.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA afirmou hoje que o país “terá ordem” a partir de domingo e respondeu a quem considera que votar em si é “inútil”, como afirmou o almirante Gouveia e Melo.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que Luís Montenegro, ao entrar novamente na campanha, procura ser “o salva boias” [salva-vidas] de Espinho para tentar ajudar a campanha de Marques Mendes.
André Ventura lidera sem margem para dúvidas o espaço digital na corrida às presidenciais. Um estudo independente confirma que o candidato do CHEGA é o que alcança mais pessoas, gera mais interações e domina as redes sociais, destacando-se claramente dos restantes concorrentes num momento decisivo da campanha.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o primeiro-ministro é “o maior sem noção do país”, depois de Luís Montenegro ter rejeitado na segunda-feira a ideia de caos na saúde.
João Cotrim Figueiredo é acusado de assédio por uma ex-assessora, mas nega tudo. A denúncia foi feita nas redes sociais.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o tratado entre a União Europeia e o Mercosul será “a última pedra na sepultura” da agricultura nacional, criticando Marcelo por não se ter posicionado junto ao Governo.
A mais recente tracking poll da Pitagórica para a CNN Portugal mostra o candidato do CHEGA como o nome mais apontado como favorito pelos portugueses para vencer as Presidenciais de 2026, com António José Seguro e Marques Mendes empatados atrás de Ventura.