Bank Millennium com resultado líquido superior a 126 M€ em 2023

O BCP informou hoje que o Bank Millennium (Polónia), do qual detém 50,1% do capital, obteve um resultado líquido de 576 milhões de zlótis (126,8 M€) em 2023, recuperando dos prejuízos superiores a 216 M€ do ano anterior.

© D.R.

 

No comunicado enviado à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários (CMVM), o BCP, que consolida nas suas contas pelo método integral os resultados do Bank Millennium, precisa que o Bank Millennium registou no 4.ºtrimestre de 2023 resultados positivos de 115 milhões de zlótis (26,2 M€), apresentando resultados positivos nos últimos cinco trimestres, após dois anos de resultados negativos.

O BCP refere igualmente que os resultados do banco, com sede em Varsóvia, se mantiveram condicionados pelos encargos relacionados com a carteira de créditos hipotecários denominados em francos suíços, que totalizaram 3.338 milhões de zlótis (735,3 M€).

O resultado líquido de 2023, ajustado de itens específicos – relacionados sobretudo com encargos relacionados com a carteira de créditos hipotecários denominados em francos suíços e com o proveito associado à venda da participação de 80% da Millennium Financial Services – aumentou de 2.239 milhões de zlótis (493,2 M€, excluindo o efeito cambial) para a 2.993 milhões de zlótis (659,3 M€), uma variação de 34%.

Quanto aos proveitos e custos operacionais, o BCP informou que a margem financeira aumentou 57% em termos homólogos (excluindo o efeito das moratórias de crédito sobre créditos hipotecários denominados em zlótis +13% em termos homólogos e -6% no trimestre).

As comissões líquidas apresentaram uma ligeira redução de 3% em termos homólogos e o custos operacionais diminuíram 5% em termos homólogos (custos excluindo BFG/IPS, aumentaram 14% em termos homólogos)

No total, os proveitos operacionais, excluindo moratórias de crédito, aumentaram 14% em termos homólogos.

O Banco Comercial Português indica ainda que o rácio de crédito com imparidade (Stage 3) se fixou em 4,58%, o que compara com 4,45% no período homólogo, e que o custo do risco foi de 39 p.b. em 2023, face a 44 p.b. no ano anterior.

Na nota hoje divulgada, o BCP refere um “aumento expressivo” dos rácios de capital, que se fixaram em 18,06% no que respeita ao Rácio de Capital Total (TCR) e em 14,73% no que respeita ao rácio T1, comparando com 14,42% e 11,28%, respetivamente, no período homólogo.

“Os rácios de capital situam-se assim acima dos requisitos regulamentares (P2R) de 12,21% e 9,85%, respetivamente”, acrescenta.

Quanto aos clientes particulares, o BCP aponta para mais de três milhões de clientes ativos, um aumento de 116 mil relativamente a dezembro de 2022.

Os depósitos de particulares aumentaram 11% face ao período homólogo e os empréstimos de particulares diminuíram 2% face ao ano anterior (+5%, excluindo créditos denominados em moeda estrangeira).

Em dezembro de 2023, a quota de mercado de nova produção de crédito à habitação situou-se 8,2%.

No que se refere aos clientes empresariais, houve uma redução de 8% do crédito a empresas, face ao período homólogo, e um aumento de 5% dos depósitos.

Últimas de Economia

O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 259,52 euros, mais 1,57 euros face à semana anterior, foi anunciado.
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima que a inflação vai acelerar para 2,9% em 2026, nomeadamente devido ao aumento dos preços da energia, segundo as projeções divulgadas hoje.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão para o saldo orçamental de Portugal, de nulo (0,0%) no relatório de outubro de 2025 para um défice de 0,1%, nas previsões divulgadas hoje.
Entre 2026 e 2038, o Estado enfrentará encargos elevados com a dívida pública, com impacto direto na capacidade de financiamento de Portugal.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 2,1% para 1,9% este ano.
Os aeroportos nacionais movimentaram em fevereiro um novo máximo histórico de 4,5 milhões de passageiros, mais 3,3% em termos homólogos, acumulando uma subida de 3,7% desde início do ano, para 8,876 milhões, divulgou hoje o INE.
O mês de abril “deverá ser ainda pior do que março” para o setor da energia, mesmo que a guerra no Irão encontre rapidamente uma conclusão, alertou hoje o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.
As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 5,1% em março face ao mesmo mês de 2025, menos 0,1 pontos percentuais do que em fevereiro, tendo todas as regiões registado crescimentos homólogos, informou hoje o INE.
A taxa de inflação acelerou para 2,7% em março, mais 0,6 pontos percentuais do que em fevereiro, refletindo sobretudo o aumento do preço dos combustíveis, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).