Toyota mantém liderança mundial das vendas de automóveis pelo quarto ano

A fabricante de automóveis Toyota Motor anunciou hoje que vendeu 11,23 milhões de veículos em 2023, um novo recorde anual, mantendo a liderança mundial de vendas, pelo quarto ano consecutivo.

© D.R.

 

Este valor inclui as vendas das subsidiárias, incluindo a Lexus, a Daihatsu e a fabricante de camiões Hino, representando um aumento de 7,2% nas vendas globais do grupo, incentivadas pela forte procura no Japão, América do Norte e Europa.

Só a marca Toyota vendeu 10,31 milhões de veículos em todo o mundo, um aumento de 7,7%, apesar do impacto da escassez de semicondutores.

Por outro lado, as vendas de automóveis da empresa japonesa diminuíram ligeiramente na China devido à intensificação da concorrência local e também caíram na Tailândia e no Vietname devido ao enfraquecimento das economias locais.

Embora a Toyota tenha perdido terreno nos veículos totalmente elétricos, o grupo beneficiou de um aumento nas vendas de automóveis híbridos.

A rival alemã Volkswagen vendeu 9,24 milhões de veículos no ano passado (mais 12%), enquanto a sul-coreana Hyundai-Kia manteve o terceiro lugar, com 7,3 milhões de unidades vendidas em 2023 (mais 6,7%).

O recorde anterior de vendas da Toyota era de 10,74 milhões de veículos, em 2019.

A produção global do grupo japonês também aumentou 8,6%, para um recorde de 11,52 milhões de veículos.

Estes dados surgem um dia depois do líder da Toyota, Koji Sato, ter pedido desculpas aos clientes, fornecedores e revendedores por irregularidades relacionadas com o controlo da qualidade dos veículos.

Horas antes, o grupo tinha revelado que a filial Toyota Industries Corporation cometeu irregularidades nas medições de potência de três motores a gasóleo fabricados pela empresa e instalados em 10 dos modelos de veículos vendidos a nível mundial.

Apesar de uma nova verificação tenha confirmado que os veículos “cumprem as normas legais”, a Toyota decidiu suspender temporariamente as exportações dos motores e dos modelos equipados com os mesmos componentes, informou a empresa japonesa em comunicado.

Tratam-se dos modelos Land Cruiser Prado, o Land Cruiser 300, a Hilux, o Fortuner e a carrinha Hiace.

“Faremos o possível para retomar a produção o mais rápido possível”, disse Koji Sato numa conferência de imprensa, na noite de segunda-feira, na sede da Toyota, em Tóquio.

“A direção não foi capaz de compreender e acompanhar totalmente os detalhes do que estava a acontecer no terreno”, admitiu Sato.

O executivo reconheceu também que os trabalhadores se tinham sentido pressionados para despachar os testes numa indústria intensamente competitiva.

Em dezembro, a Daihatsu suspendeu todas as entregas de veículos dentro e fora do Japão, depois de ter descoberto que os testes de segurança e as emissões da maioria dos modelos foram manipulados.

Em março de 2022, a Hino admitiu ter apresentado às autoridades japonesas dados fraudulentos sobre as emissões e economia de combustível.

Últimas de Economia

O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu, em julho, 118.021 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 11%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.240 euros por metro quadrado em julho, mais 12 euros do que no mês anterior e 15,2% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.
Presidente do CHEGA quer saber quantas pessoas acumulam salários e pensões, quantas reformas ultrapassam os 5000, 8000 e 15 mil euros e quanto foi pago em suplementos. Ventura rejeita qualquer caminho para cortes nas pensões e anunciou um projeto de resolução para uma auditoria à Segurança Social.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o Governo de roubar os portugueses nos combustíveis ao cobrar “um imposto ilegal”, a contribuição rodoviária, e revelou que o partido vai chamar o ministro das Finanças ao Parlamento.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2.021 euros na gasolina 95 simples e 2.115 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
Um trabalhador com salário médio custa 27.953 euros por ano à empresa, mas leva para casa apenas 16.184 euros. Pelo caminho, ficam 11.769 euros em impostos e contribuições.
Quase dois milhões de euros por dia chegaram à Infraestruturas de Portugal em 2025 através do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos. A verba corresponde à antiga Contribuição de Serviço Rodoviário, considerada incompatível com o direito europeu em 2022.
O presidente do CHEGA contesta as conclusões do relatório sobre a Segurança Social e expõe o Governo de estar a preparar o debate para reduzir pensões ou travar futuros aumentos. Partido mantém a proposta de baixar a idade da reforma.
O preço dos combustíveis para transporte privado subiu 16,9% na União Europeia em julho, face ao mesmo mês de 2025, com Portugal a registar uma subida na ordem dos 16,7%, segundo dados do Eurostat.
Quem entra agora no mercado de trabalho poderá chegar a 2065 com uma pensão equivalente a apenas 70,3% do salário de referência. Especialistas antecipam “perdas significativas” em todos os níveis salariais.