Elementos da PSP e GNR voltam hoje aos protestos com manifestação no Porto

Elementos da PSP e da GNR voltam hoje aos protestos por melhores condições salariais, exigindo um suplemento idêntico ao atribuído à Polícia Judiciária, com a realização de uma manifestação no Porto, onde são esperados milhares de polícias.

© Facebook/PSP

 

Depois da manifestação que se realizou na semana passada em Lisboa, e que juntou cerca de 15.000 polícias da PSP e militares da GNR, a plataforma que congrega 11 sindicatos da Polícia e associações da Guarda realiza hoje um novo protesto, a partir das 17:30 no Largo 1º Dezembro, no Porto.

“Acreditamos que vamos ter uma adesão tremenda e massiva no Porto de muitos milhares de polícias”, disse à Lusa Bruno Pereira, da Plataforma e presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia (SNOP).

Os elementos PSP e da GNR exigem um suplemento idêntico ao atribuído à Polícia Judiciária, estando há mais de três semanas em protestos numa iniciativa de um agente da PSP em frente à Assembleia da República, em Lisboa, que depois se alargou a todo o país.

As manifestações da semana passada em Lisboa e a de hoje no Porto, que se vai realizar entre a sede do Comando Metropolitano do Porto da PSP e a Avenida dos Aliados, são organizadas pela plataforma composta por sete sindicatos da Polícia da Segurança Pública e quatro da Guarda Nacional Republicana, criada para exigir a revisão dos suplementos atribuídos às forças de segurança e após o Governo ter aprovado o suplemento de missão para as carreiras da PJ, que em alguns casos chegou a um aumento de 700 euros.

Bruno Pereira sustenta que os polícias vão continuar com os protestos e reafirma que o atual Governo “ainda que demissionário continua a não quer retratar-se e a não querer resolver” o problema.

“Claramente não iremos desmobilizar até termos uma resposta consentânea com aquilo que esperamos. Estamos cansados de ouvir promessas vãs”, disse, defendendo “uma responsabilidade clara e que não deixe qualquer dúvida ao que cada um dos possíveis chefes de Governo queira fazer sobre esta matéria”.

O presidente do sindicato que representa a maioria dos comandantes e diretores da PSP sublinhou que os elementos das forças de segurança gostariam que fosse o atual Executivo “que criou o problema a resolvê-lo”.

“Não fica bem a um chefe de Governo responsável por esta decisão não ter pelo menos a hombridade e elevação democrática de poder dizer aos polícias que têm razão”, frisou, referindo-se a António Costa, que “devia ter uma palavra” para com os polícias.

Segundo Bruno Pereira, o primeiro-ministro devia ter convidado a plataforma para discutir o assunto, para poder resolver ou então pelo menos explicar quais os motivos da decisão de apenas atribuir um suplemento à PJ.

O presidente do SNOP manifestou ainda receios sobre o futuro, tendo em conta os “espirais inorgânicas que podem eventualmente contaminar o ainda saudável movimento de contestação”.

“Já chega de mal tratar a dignidade destes profissionais”, afirmou.

Últimas do País

André Ventura diz que os portugueses “não se entusiasmaram” com a greve geral desta quarta-feira e acusa o Governo de avançar com uma “má reforma laboral”.
Um homem armado com uma pistola carregada e pronta a disparar foi detido pela PSP no interior do Almada Fórum, numa altura em que o centro comercial estava repleto de pessoas.
A PSP deteve em Espinho um homem de 35 anos associado a tráfico de droga e furtos em série, crimes que vinham a gerar forte sentimento de insegurança entre os moradores da cidade.
Uma jovem de 23 anos, considerada “incapaz de resistência”, acordou numa habitação em Lisboa, após uma saída à noite, ao aperceber-se de que estaria a ser abusada sexualmente por um dos convidados presentes no local.
O estupefaciente vinha de Espanha para Portugal. Os suspeitos foram intercetados em Elvas pela Polícia Judiciária (PJ).
Uma simples discussão terminou numa tentativa de homicídio, com tiros disparados em plena via pública junto a uma zona de diversão noturna no Montijo.
Uma intervenção policial em Vila Franca de Xira terminou com agentes da PSP agredidos, ameaçados e insultados por suspeitos envolvidos em desacatos violentos na via pública.
A escassos metros do hospital de Santarém, uma mulher de 73 anos perdeu a vida após uma longa espera por assistência médica, obrigando o filho a transportá-la no próprio carro.
Um homem de 85 anos foi rendido à pistola por uma dupla indostânica em pleno Guincho, ficando sem um Rolex de luxo avaliado em mais de 12 mil euros. A Polícia Judiciária suspeita que os assaltantes possam estar ligados a outros roubos violentos em Cascais.
Os hoteleiros estão com menos confiança para o verão deste ano, em relação ao de 2025, face à instabilidade geopolítica, antecipando uma ‘performance’ menos forte do mercado nacional.