CHEGA/Madeira defende realização de eleições antecipadas na região

O líder parlamentar do CHEGA na Assembleia Legislativa da Madeira defendeu hoje que o Presidente da República deve marcar eleições antecipadas na região, argumentando que a formação de um novo executivo suportado pelos mesmos partidos não garante estabilidade.

© D.R.

“Nós estamos a favor de eleições antecipadas, nós achamos, aliás, que o senhor Presidente da República [Marcelo Rebelo de Sousa], depois do dia 24 de março, não terá outra hipótese senão anunciar as eleições para a Madeira”, afirmou Miguel Castro.

O deputado do CHEGA falava aos jornalistas na Assembleia Legislativa da Madeira, após a reunião da Conferência de Representantes dos partidos com assento no hemiciclo.

O presidente do parlamento madeirense, José Manuel Rodrigues, anunciou que, na sequência da exoneração do presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, a partir de hoje, o orçamento e as moções de censura apresentadas pelo CHEGA e PS já não serão discutidas esta semana como inicialmente previsto.

Para o presidente do CHEGA/Madeira, uma solução de governo suportada pelo PSD e CDS-PP, com o apoio parlamentar do PAN, “não será satisfatória para a maioria dos madeirenses e porto-santenses”.

O PSD e o CDS-PP, que governam a região em coligação com o apoio parlamentar do PAN, têm insistido na nomeação de um novo líder do executivo, considerando que a maioria parlamentar que suporta o Governo Regional tem legitimidade para apoiar um novo executivo, procurando assim evitar a realização de eleições antecipadas.

“Nós achamos é que há que refazer tudo de novo, vamos a eleições, não fica ninguém prejudicado por causa disso. Isso é um ‘fait diver’ quando dizem que se ficarmos sem orçamento mais tempo ou por mais cinco ou seis meses, que para tudo. Isso não é verdade”, declarou Miguel Castro.

“A verdade é que podemos ir a eleições, desde que o Presidente da República as marque com a maior rapidez e, aí sim, os cidadãos poderão escolher novamente os partidos para formar uma solução de governo estável para a Região Autónoma da Madeira”, reforçou.

O decreto de exoneração de Miguel Albuquerque como presidente do Governo da Madeira, de coligação PSD/CDS-PP, já foi publicado em Diário da República, pelo que o executivo regional entrou hoje em gestão.

O decreto assinado pelo representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, foi publicado no suplemento do Diário da República pouco depois das 18:00 e “produz efeitos imediatamente após a publicação”.

“Por efeito da apresentação do pedido de exoneração pelo presidente do Governo Regional, Dr. Miguel Filipe Machado de Albuquerque, é demitido o Governo Regional da Madeira”, lê-se no diploma.

A Madeira realizou eleições para a Assembleia Legislativa Regional em 24 de setembro, pelo que uma eventual dissolução pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, só poderá ocorrer depois de 24 de março, segundo a lei, que impede os parlamentos de serem dissolvidos durante seis meses após eleições.

Miguel Albuquerque (PSD) apresentou a demissão do cargo de líder do executivo regional ao representante da República há uma semana, mas Ireneu Barreto remeteu para mais tarde a produção de efeitos, admitindo que o mesmo pudesse ocorrer só depois da discussão e aprovação do Orçamento Regional deste ano, na Assembleia Legislativa.

Albuquerque demitiu-se depois de ter sido constituído arguido no âmbito de um processo em que são investigadas suspeitas de corrupção na Madeira e que levou à detenção do presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado (PSD), que entretanto renunciou ao cargo, e de dois empresários do ramo da construção civil.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial André Ventura considerou hoje “um bom indício” ter havido um esclarecimento por parte do Ministério Público relativamente ao inquérito que envolve Gouveia e Melo e frisou que é importante saber qual a sua conclusão.
Antes de integrar o atual Governo, André Marques criou um perfil falso nas redes sociais para atacar adversários numa eleição para a Ordem dos Contabilistas Certificados. O Ministério Público evitou o julgamento com uma suspensão provisória.
Alexandra Leitão, ex-cabeça de lista do PS à Câmara de Lisboa e atual vereadora da oposição, contratou como assessora a mulher de Pedro Nuno Santos por uma avença mensal de €3.950 mais IVA, num acordo que pode atingir quase €95 mil em dois anos.
A mais recente sondagem da Pitagórica mostra o partido liderado por André Ventura a disparar para os 22,6%, com a maior subida do mês de dezembro, enquanto a AD perde terreno e o PS estagna.
Há 57 ajustes diretos sob escrutínio do Ministério Público. Os contratos foram aprovados quando Henrique Gouveia e Melo comandava a Marinha e o inquérito continua ativo, apesar do perdão financeiro do Tribunal de Contas.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que pretende participar na reunião do Conselho de Estado convocada para dia 09 de janeiro, mas renovou o apelo para que, “em nome da igualdade”, o encontro seja adiado.
O Presidente da República (PR) anunciou hoje a criação de centros de elevado desempenho na área de obstetrícia e ginecologia, esperando que venha a permitir respostas “sistemáticas e rigorosas” e que os “consensos mínimos” em termos laborais sejam uma realidade.
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, fez hoje um “apelo final” ao Presidente da República para que adie a reunião do Conselho de Estado para a semana seguinte à segunda volta das presidenciais.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prometeu hoje a proibição dos maquinistas conduzirem sob o efeito do álcool, estupefacientes ou substâncias psicotrópicas.
O candidato presidencial e líder do CHEGA considerou hoje a mensagem de Natal do primeiro-ministro "pouco feliz e pouco empática" por não falar da situação na saúde, desafiando os seus adversários para um debate sobre o tema.