17 Abril, 2024

50 anos de Abril e 50% de abstenção

A um mês das eleições, onde a esperança é cada vez maior e sobre as mesas muito se fala das intenções de voto, deverá na mesma mesa ser tema de conversa a abstenção uma vez que a cada ato legislativo que passa, esta só aumenta e representa uma grande parte da fatia na contagem final.

Nas últimas eleições legislativas, a taxa de abstenção chegou aos 48.6% e desta vez, através das projeções existentes, não se espera um cenário muito diferente deste o que se torna algo preocupante tendo em conta que Portugal grita por uma mudança urgente, uma mudança que salve Portugal de um regime socialista que reina à tempo suficiente para que se chegue à conclusão que este regime não funciona e que a única coisa que trouxe ao nosso país foi a fome, a miséria, a destruição de valores e desvalorização das pessoas mas principalmente, a divisão entre o povo.

Sendo o número de abstenções similar ao número de votos, corre-se um grande perigo, o perigo de deixar em mãos alheias aquele que é não só o nosso futuro, mas também o futuro das nossas famílias e daqueles que nos são queridos, dos nossos ascendentes que tanto sofrem para conseguir viver a sua velhice de forma digna e confortável ou dos nossos descendentes que não sabem como será o seu futuro e se vêm obrigados a deixar o seu país e a sua família enquanto lutam por uma vida melhor! Outra questão que se coloca é a legitimidade das eleições com base na verdadeira vontade do povo pois torna-se impossível afirmar que vivemos numa democracia representativa se metade, ou quase, dos portugueses não se faz representar.

No ano em que se completam 50 anos desde o 25 de Abril, data esta que para muitos é relembrada como sendo um marco de liberdade e “Democracia”, não será demasiada hipocrisia deixar que alguém escolha o nosso futuro por nós?

Exatamente um ano depois do 25 de Abril, em 1975, dão-se as primeiras eleições para a Assembleia Constituinte onde a taxa de abstenção registada foi de 8.5% o que é bastante interessante pois desde aí, à exceção de três atos eleitorais, a abstenção tem crescido de forma exponencial passando de 8.5% em 1975 para 48.6% em 2022. A análise destes dados deve suscitar uma enorme intriga mas a maior de todas é a razão para que após aquele que se diz ter sido um regime autoritário, a maioria esmagadora dos Portugueses saiu à rua para votar e expressar a sua vontade mas agora, tempos em que vivemos numa falsa democracia, que na minha visão acaba por ser dos piores tipos de ditadura existente uma vez que se máscara de democracia mas de forma dissimulada utiliza dos seus poderes para reprimir o seu povo sem que muitos sequer se apercebam de tal coisa, metade dos portugueses decidem ficar em casa e não manifestar a sua vontade. Será que votar tenha sido a febre de 1975 ou será que ao longo do tempo os Portugueses foram percebendo que este sistema não funciona e já não acreditam no mesmo?

É importante perceber os motivos que levam a esta abstenção monstruosa para que desta forma seja possível tomar medidas de combate à mesma. Acredito que de todos, o motivo que mais penoso e que leva alguém ao conformismo de aceitar que outros escolham por ele, é o sentimento que cada vez mais impera de descrença na política e, principalmente, naqueles que têm feito política. Há quem defenda a obrigatoriedade do voto seja de forma negativa, através de uma punição, ou de forma positiva, através de uma recompensa, o que não é de todo disparatado e merece o seu debate, mas é nestes momentos que o sentimento de responsabilidade e ética moral para com a pátria tem que prevalecer.

Uma coisa eu posso afirmar com toda a certeza, se há algo que caracteriza o povo português é o seu espírito guerreiro, que não se deixa vencer com facilidade e que luta, com muito esforço, por aquilo em que acredita e agora é a hora de acordar esse espírito que há em nós e ir à luta por um futuro melhor no nosso país! Mesmo desacreditados deste sistema a que chamam “democracia”, vamos fazer uso das ferramentas que a mesma nos dá e votar!

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