Bruxelas propõe mais 5.800 milhões de euros no orçamento da UE em 2024 incluindo apoio a Kiev

A Comissão Europeia propôs hoje adicionar 5,8 mil milhões de euros ao orçamento da União Europeia (UE) para 2024, principalmente para apoiar a Ucrânia este ano (com 4,8 mil milhões) e aumentar investimentos em Defesa e tecnologias críticas.

© D.R.

 

Em comunicado, o executivo comunitário indica que “adotou hoje uma proposta de alteração do orçamento da UE para 2024, a fim de refletir as alterações introduzidas na sequência do acordo entre o Parlamento Europeu e o Conselho sobre a revisão do Quadro Financeiro Plurianual [QFP] para 2021-2027”.

Com esta proposta de orçamento retificativo, que terá de ter aval do Parlamento Europeu e do Conselho, Bruxelas propõe um aumento de mais de 5,8 mil milhões de euros no orçamento anual da UE para 2024.

De acordo com a instituição, a quase totalidade deste ‘bolo’ refere-se ao novo Mecanismo de Apoio à Ucrânia e à mobilização da reserva ucraniana (4,8 mil milhões de euros), ao reforço do Fundo Europeu de Defesa no âmbito da nova Plataforma de Tecnologias Estratégicas para a Europa (376 milhões de euros), incremento da Reserva Europeia de Solidariedade e da Reserva para Ajudas de Emergência (365 milhões de euros), reforço do Mecanismo de Reforma e Crescimento para os Balcãs Ocidentais (501 milhões de euros) e a adaptação da reserva do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização para os Trabalhadores Deslocados às necessidades dos últimos anos.

“Este orçamento alterado permitirá à União continuar a cumprir este ano as prioridades comuns da UE, em benefício dos cidadãos europeus e não só. Em especial, reforçará o nosso apoio à Ucrânia, aumentará os investimentos em tecnologias críticas e na defesa e disponibilizará recursos adicionais para apoiar os parceiros nos Balcãs Ocidentais”, elenca Bruxelas.

A Comissão Europeia adianta que, “devido a esta alteração, o orçamento da UE ficará também mais bem equipado para ajudar os Estados-membros afetados por catástrofes naturais e os países que enfrentam crises humanitárias”.

A prpoposta surge depois de, no início de fevereiro, numa cimeira europeia extraordinária em Bruxelas, os líderes da UE terem chegado a acordo sobre a revisão do Quadro Financeiro Plurianual 2024-2027 para incluir uma reserva financeira de 50 mil milhões de euros (dos quais 17 mil milhões de euros em subvenções) para os próximos quatro anos para a Ucrânia, mobilizados consoante a situação no terreno.

Para esse acordo foi crucial um retrocesso por parte da Hungria, que ameaçou durante várias semanas vetar esta reserva financeira para a Ucrânia por contestar a suspensão de verbas comunitárias a Budapeste.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada em 24 de fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Os aliados ocidentais da Ucrânia têm fornecido armas a Kiev e aprovado sucessivos pacotes de sanções contra interesses russos para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra.

Últimas de Economia

A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 246 milhões de euros até fevereiro, uma descida de 488 milhões de euros em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A crise na habitação afeta as pessoas e também o crescimento da economia ao afastar jovens dos centros urbanos e travar a produtividade, alertou o diretor do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), em entrevista à Lusa.
A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse esta quinta-feira que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
O gabinete estatístico europeu tinha estimado uma taxa de inflação de 2,5% para março, revendo-a hoje alta, puxada pela subida dos preços da energia, devido à crise causada pela guerra no Irão.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 259,52 euros, mais 1,57 euros face à semana anterior, foi anunciado.
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima que a inflação vai acelerar para 2,9% em 2026, nomeadamente devido ao aumento dos preços da energia, segundo as projeções divulgadas hoje.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão para o saldo orçamental de Portugal, de nulo (0,0%) no relatório de outubro de 2025 para um défice de 0,1%, nas previsões divulgadas hoje.
Entre 2026 e 2038, o Estado enfrentará encargos elevados com a dívida pública, com impacto direto na capacidade de financiamento de Portugal.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 2,1% para 1,9% este ano.