BE quer reunir-se com PS, PCP, Livre e PAN sobre convergências na oposição à direita

O BE pediu hoje reuniões ao PS, PCP, Livre e PAN para analisar os resultados das eleições que “mudaram a face política do país” e debater convergências “na oposição ao Governo da direita” e na construção de uma alternativa.

© Folha Nacional

Através de um vídeo que foi divulgado nas redes sociais do partido, a líder do BE, Mariana Mortágua, considerou que “no atual contexto, devem ser mantidas abertas as portas do diálogo e procurar a máxima convergência na defesa do que é essencial”.

“As eleições de domingo mudaram a face política do país. Os resultados da AD e a subida da direita radical colocam Portugal sob o risco de um retrocesso e uma ameaça aos direitos sociais”, referiu Mariana Mortágua.

Segundo a coordenadora do bloquista, com estas reuniões pedidas ao PS, PCP, Livre e PAN, o BE quer “analisar o resultado das eleições” e “debater os elementos de convergência, não só na oposição ao governo da direita mas na construção de uma alternativa”.

“Os partidos do campo democrático, os partidos ecologistas, os partidos da esquerda têm obrigação de manter abertas as portas do diálogo e de procurar convergências”.

Mortágua deixou claro que não desiste do que é essencial.

“Não abdicamos da memória, do futuro, nem do Estado social, nem do objetivo da igualdade. Queremos garantir que, juntos e juntas, faremos este ano as maiores manifestações da comemoração do 25 de abril”, disse ainda.

A Aliança Democrática (AD), que junta PSD, CDS e PPM, com 29,49%, conseguiu 79 deputados na Assembleia da República, nas eleições legislativas de domingo, contra 77 do PS (28,66%), seguindo-se o CHEGA com 48 deputados eleitos (18,06%).

A IL, com oito lugares, o BE, com cinco, e o PAN, com um, mantiveram o número de deputados. O Livre passou de um para quatro eleitos enquanto a CDU perdeu dois lugares e ficou com quatro deputados.

Estão ainda por apurar os quatro deputados pela emigração, o que só acontece no dia 20 de março. Só depois dessa data, e de ouvir os partidos com representação parlamentar, o Presidente da República indigitará o novo primeiro-ministro.

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