Ex-PSD, PAN e IL, assessores e um youtuber entre novos deputados do CHEGA

Ex-parlamentares do PSD e do PAN, assessores de comunicação, um `youtuber´ e um maestro luso-brasileiro apoiante de Bolsonaro estão entre os 36 estreantes na bancada do CHEGA, que conseguiu 48 mandatos nas legislativas de domingo.

© Folha Nacional

Entre os novos rostos, são vários os que já se sentaram no hemiciclo da Assembleia da República, mas vestindo outra camisola partidária.

Rui Cristina, que se desfiliou do PSD no final de janeiro e termina a atual legislatura como não inscrito, concorreu anteriormente pelo PSD na lista por Faro e chegou a ser indicado nestas legislativas como candidato pela AD, mas escolheu encabeçar a lista do CHEGA por Évora.

Eduardo Teixeira, eleito por Viana do Castelo, foi militante do PSD durante décadas, autarca e deputado social-democrata.

Outro ex-social-democrata que vai ser agora deputado do CHEGA é Henrique de Freitas, que se desfiliou do PSD no ano passado, onde militava desde 1979. Além de deputado e vice-presidente da bancada, integrou os governos de Durão Barroso e Santana Lopes.

Também a antiga deputada social-democrata Manuela Tender vai sentar-se agora na bancada do CHEGA.

Existem também ex-militantes do PSD que se estreiam como deputados, entre os quais António Pinto Pereira, advogado e antigo comentador do programa de entretenimento da TVI “Você na TV”.

Cristina Rodrigues foi eleita em 2019 pelo PAN. Em 2022, já numa nova legislatura, tornou-se coordenadora jurídica do Grupo Parlamentar do CHEGA, partido no qual se filiou com cargo dirigente.

O CHEGA elegeu ainda Nuno Simões de Melo pela Guarda, que foi conselheiro nacional da IL.

João Tilly, primeiro eleito ao Conselho Nacional do Chega, partilha vários vídeos na plataforma Youtube, na qual tem quase 65 mil seguidores, e onde assume posições polémicas.

Também Marcus Santos, apoiante do ex-Presidente do Brasil Jair Bolsonaro, tem sido crítico dos jornalistas. Após saber que tinha sido eleito escreveu na rede social X que “a extrema-esquerda racista, fascista e a comunicação social mentirosa vão ter que levar com o negão do Chega”.

Entre os novos deputados do CHEGA estão também os dois assessores de comunicação, Patrícia Carvalho e Bernardo Pessanha.

Patrícia Carvalho, ex-jornalista, foi número dois pelo Setúbal. A adjunta da Direção Nacional do CHEGA é assessora de André Ventura desde 2019.

Bernardo Pessanha, presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do CHEGA, já tinha passado antes pelo parlamento quando foi assessor do PSD.

Ricardo Dias Pinto, adjunto da direção, que surge no site do partido com o nome Regalla, é outro dos eleitos.

Também Rodrigo Taxa e Carlos Barbosa já trabalhavam na Assembleia da República, como assessores a nível jurídico e político.

Outra antiga militante do PSD que será agora deputada pelo CHEGA é Diva Ribeiro, professora e dirigente.

Pedro Correia, um dos eleitos por Santarém, é maestro, professor de música e evangélico, assim como Daniel Teixeira, eleito por Setúbal, segundo a revista Sábado.

No domingo, o CHEGA conseguiu também reeleger os 12 deputados que o partido tinha conseguido em 2022.

O CHEGA quadruplicou a sua representação parlamentar, elegendo pelo menos 48 deputados, faltando ainda atribuir os quatro mandatos dos círculos da emigração.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O movimento de professores Missão Escola Pública (MEP) considerou hoje que será "praticamente impossível" concluir as reapreciações da 1.ª fase dos exames nacionais até sexta-feira, relatando casos de docentes convocados nos últimos dias.
O presidente do Chega considerou ontem que os dados sobre a dívida pública evidenciam uma "péssima gestão" do Governo, além de uma "enorme incompetência", e defendeu que este "é um dado que não deve ser desvalorizado".
O presidente do CHEGA, André Ventura, afirmou que os responsáveis pela invasão do seu gabinete devem ser afastados "da Assembleia da República e da vida política".
O Presidente do CHEGA voltou a pedir a demissão do ministro da Administração Interna e a intervenção do Presidente da República, considerando que as polémicas com Luís Neves estão a levar a uma "degradação da autoridade do Estado".
A escolha é entre André Ventura, do CHEGA, e Luís Montenegro, do PSD. Para os inquiridos da última sondagem da Aximage, André Ventura ocupa o primeiro lugar no pódio, com 44% dos inquiridos a considerá-lo o Líder da direita em Portugal. Em segundo lugar surge Luís Montenegro, atual Primeiro-ministro, com 43% dos votos.
O CHEGA questionou hoje a ministra da Justiça sobre as razões para que o material químico apreendido pela Polícia Judiciária que estava no atrelado guardado por uma empresa de construção civil de Barcelos não ter sido destruído.
É a André Ventura que os inquiridos da sondagem da Aximage atribuem o título de principal figura da oposição ao Governo em Portugal.