China chocada com ataque que matou sete trabalhadores humanitários em Gaza

A China afirmou-se hoje em choque com o alegado ataque israelita em Gaza que matou sete trabalhadores da organização não-governamental norte-americana World Central Kitchen.

Pequim “opõe-se a qualquer ação que prejudique civis, destrua infraestruturas civis ou viole o Direito internacional”, declarou o porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin.

“Estamos chocados com o ataque e condenamo-lo”, vincou.

Wang apelou a todas as partes envolvidas, “especialmente Israel”, para que cumpram as resoluções da ONU e os deveres estipulados na Carta das Nações Unidas.

“Os civis não devem ser visados e a segurança dos trabalhadores humanitários internacionais não deve ser ameaçada”, afirmou.

O porta-voz reiterou o apelo da China a um cessar-fogo em Gaza “para evitar mais vítimas civis e garantir a proteção de instalações civis, como hospitais”, a fim de “evitar uma catástrofe humanitária ainda mais grave” no território.

A World Central Kitchen, fundada pelo cozinheiro espanhol radicado nos Estados Unidos José Andrés, anunciou a suspensão das suas operações em Gaza, depois de ter confirmado que pelo menos sete dos seus trabalhadores foram mortos “num ataque das Forças de Defesa de Israel”.

O ataque matou uma equipa humanitária composta por um britânico, um polaco, um australiano e um americano – canadiano com dupla nacionalidade, bem como três palestinianos, segundo a ONG.

A ONG norte-americana participou na chegada de 200 toneladas de alimentos e água a Gaza, em 15 de março, inaugurando um corredor marítimo a bordo do navio Open Arms, apesar dos apelos da comunidade internacional e de outras organizações humanitárias no sentido de que só a chegada maciça de alimentos por via terrestre poderá aliviar a fome iminente em Gaza.

Últimas de Política Internacional

O Ministério das Finanças da África do Sul prepara-se para baixar o nível a partir do qual considera que um contribuinte é milionário, com o objetivo de aumentar a receita fiscal no país africano mais industrializado.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou hoje que a Rússia se prepara para lançar uma nova ofensiva em grande escala na Ucrânia, de acordo com os meios de comunicação locais.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca convocou hoje o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos devido a alegadas tentativas norte-americanas de interferência junto da opinião pública da Gronelândia.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou hoje que o Governo iraniano está por trás de ataques antisemitas no país contra a comunidade judaica e anunciou a expulsão do embaixador iraniano em Camberra.
Trump disse que vários países europeus já mostraram disponibilidade para enviar militares para a Ucrânia, como tal "não será um problema" responder às garantias de segurança exigidas pelo homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu hoje uma frente unida entre europeus e ucranianos em defesa de uma paz que não represente a capitulação da Ucrânia, na véspera da reunião com Donald Trump, na Casa Branca.
O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, disse hoje que Putin concordou, na cimeira com Donald Trump, que sejam dadas à Ucrânia garantias de segurança semelhantes ao mandato de defesa coletiva da NATO.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse hoje que discutiu formas de terminar a guerra na Ucrânia "de forma justa", na cimeira com o homólogo norte-americano, Donald Trump, na sexta-feira, defendendo a “eliminação das causas iniciais”.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que “todos” preferem ir “diretamente para um acordo de paz” e não “um mero acordo de cessar-fogo” para acabar com a “terrível guerra” na Ucrânia.
O futuro da Ucrânia passa hoje pelo Alasca, uma antiga colónia russa onde os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia se vão reunir sem a participação do país invadido por Moscovo.