Bruxelas espera alta velocidade em Portugal “o mais rápido possível”

O vice diretor-geral da DG Move, direção da Comissão Europeia responsável pelos Transportes, espera que Portugal tenha uma ligação de alta velocidade Lisboa-Porto e Porto-Vigo "o mais rápido possível", sem avançar um prazo exato.

© D.R.

“[…] Gostaríamos muito de ver, em particular, [as ligações de alta velocidade] Madrid-Lisboa e Porto-Vigo concretizadas o mais rapidamente possível”, afirmou Herald Ruijters, em resposta à Lusa, numa sessão, em Bruxelas, no âmbito dos ‘Connecting Europe Days’.

A DG Move sublinhou que a concretização destas ligações está dependente de um acordo entre Portugal, Espanha e os respetivos decisores em matéria de infraestruturas, bem como da definição de prioridades.

Questionado sobre a possibilidade de os projetos estarem concretizados até 2030, Ruijters apontou que um horizonte temporal “realista” é o que tem vindo a ser defendido pela Comissão Europeia — “2030, 2040, 2050”.

Herald Ruijters garantiu ainda já terem sido realizados os primeiros contactos com o novo executivo português para saber quais as prioridades nesta matéria.

“Penso também nos possíveis campeonatos de futebol nestes países em 2030 e no facto de não depreenderem apenas dos voos, mas na existência de uma verdadeira conectividade”, referiu, acrescentando que a alta velocidade seria “um grande contributo”.

Os ‘Connecting Europe Days’, que têm lugar na capital da Bélgica até sexta-feira, vão juntar mais de 3.000 participantes dos Estados-membros e de países vizinhos, como Suíça, Noruega, Ucrânia, Geórgia, Turquia e Moldova.

No evento organizado pela Comissão Europeia, em conjunto com a presidência belga do Conselho da União Europeia, são esperados ministros, políticos e representantes de instituições financeiras e da indústria dos transportes.

Em cima da mesa vão estar temas como a criação de uma rede de transportes e mobilidade sustentável, o pacto ecológico da União Europeia e a estratégia de mobilidade.

Ao longo destes quatro dias de debate, os oradores convidados vão ainda falar sobre a Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T), os impactos das alterações climáticas nas infraestruturas, a conectividade da rede de transportes com países terceiros e sobre o financiamento dos projetos de infraestruturas de transportes.

Últimas de Economia

Dez mil clientes, a maioria nas regiões centro e norte litoral, estavam às 11:30 desta terça-feira sem energia elétrica, estando mobilizados no terreno mais de 400 operacionais, segundo informação enviada pela empresa à agência Lusa.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação aumentou 17,3% em 2025 face a 2024, fixando-se em 1.949 euros por metro quadrado (m² ), com todas as regiões a registarem subidas, informou hoje o INE.
O mês de janeiro tem sido de recordes no consumo diário de energia no sistema elétrico nacional, sendo que o último novo máximo foi atingido no dia 23, de acordo com os dados da REN.
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) pode contratar até 1.111 médicos aposentados em 2026, mais 41 do que em 2025, incluindo novos contratos e renovações, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.
Empresários passam a partir de hoje a ter acesso a documentos como o Cartão da Empresa e situação contributiva na Carteira Digital da Empresa que funcionará através de uma extensão da aplicação gov.pt
O euro está hoje a ser negociado acima da barreira dos 1,18 dólares, mais de 0,80%, um nível que não alcançou desde setembro passado, quando chegou a superar 1,19 dólares.
A construção da barragem de Girabolhos, no concelho de Seia, e a manutenção da obra hidráulica do Mondego, a jusante de Coimbra, são duas das condições essenciais para evitar cheias na bacia hidrográfica, defenderem agricultores e dirigentes associativos.
O regulador dos seguros acumulou 44 milhões de euros em excedentes de tesouraria, após 2023, por cobrar receitas “desnecessárias aos fins da sua missão”, que têm sido usadas para “financiar o Estado”, conclui o Tribunal de Contas.
A Comissão Europeia aprovou hoje o oitavo pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor de 1,1 mil milhões de euros.
A ANA – Aeroportos de Portugal vai recorrer da multa que lhe foi aplicada pelo incumprimento do plano de ação do ruído do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, defendendo ter cumprido integralmente as obrigações previstas.