Descida do IRS do Governo de Montenegro é uma fraude

A redução de impostos anunciada por Montenegro no debate do programa do Governo não passa, afinal, de um grande embuste. Feitas as contas, os supostos 1500 milhões de redução de IRS de que o primeiro-ministro falou, ficam-se por um alívio de 170 milhões de euros nos bolsos dos portugueses. Ou seja, oito vezes menos do que o anunciado.

© Folha Nacional

O anúncio feito por Montenegro no Parlamento não deixava margem para dúvidas. Nas suas palavras “na próxima semana vamos materializar a baixa de IRS para 2024. Vamos fazer com que o esforço fiscal dos portugueses sobre os rendimentos do trabalho seja desagravado em 1500 milhões de euros”.

Ora, acontece que, depois de contas feitas, a anunciada redução de 1500 milhões passou, subitamente, para apenas 170 milhões de euros, tendo em conta que a redução de 1330 milhões de euros já estava prevista no orçamento de estado para este ano. Ou seja, trata-se de um pequeno ajuste a uma medida já prevista, não correspondendo, nem de perto, nem de longe, ao prometido pelo primeiro-ministro.

Esta forma de atuação política faz lembrar o pior dos governos socialistas, caracterizados por anúncios pomposos que não passavam de propaganda para enganar os portugueses. Pelos vistos, Montenegro e a AD seguem-lhes o exemplo.

Governar com base na fraude e na mentira terá sempre da parte do Partido CHEGA o mais veemente repúdio.

Últimas de Política Nacional

O discurso de José Aguiar-Branco nas comemorações do 25 de Abril acabou por expor, em pleno hemiciclo, uma fratura visível no PS, com Pedro Delgado Alves a virar costas em protesto à Mesa da Assembleia da República e António Mendonça Mendes a responder com um aplauso de pé à mesma intervenção.
Mais do que cravos, cerimónias e celebrações, André Ventura defendeu este sábado, no Parlamento, que os portugueses “querem voz”, “salários justos” e “uma vida digna”, usando os 52 anos do 25 de Abril para centrar o debate nas dificuldades económicas, na corrupção e no afastamento entre a liberdade celebrada e a realidade vivida no país.
O CHEGA quer alterar a lei relativa aos crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, para que quem for condenado, por exemplo por corrupção, não possa voltar a exercer funções públicas.
Compra da nova sede do Banco de Portugal (BdP) volta a estar sob escrutínio político, com o partido liderado por André Ventura a apontar falhas na transparência.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse esta quarta-feira que recebeu da parte do Governo a indicação de abertura para alterações à reforma do Estado em “todos os pontos” que o partido tinha apontado.
Ventura trava luz verde ao Governo e avisa: propostas levantam “riscos graves de corrupção” e fragilizam controlo do dinheiro público.
O depoimento de Cristina Vaz Tomé não convenceu e é apontado como insuficiente. O partido liderado por André Ventura quer novo escrutínio para esclarecer responsabilidades políticas e operacionais.
André Ventura é apontado como principal líder da oposição pelos inquiridos, reunindo mais de metade das preferências e destacando-se claramente dos restantes líderes partidários
O Parlamento elegeu André Ventura como membro do Conselho de Estado, no âmbito de uma lista que garantiu a maioria dos lugares neste órgão consultivo do Presidente da República.
O antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes falhou hoje a eleição para o cargo de provedor de Justiça ao alcançar um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.