Economia russa cresce mais do que o previsto

A economia russa cresceu 5,4% no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período de 2023, informou o Ministério do Desenvolvimento Económico, que reviu em alta as previsões de crescimento para este ano.

© Facebook/Vladimir Putin

Ocrescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que tinha atingido 4,8% em janeiro e 7,6% em fevereiro, desacelerou para 4,2% em março, segundo o relatório do ministério.

O Ministério da Economia melhorou as previsões de crescimento de 2,3% para 2,8%, enquanto o Banco Central russo elevou as suas de um intervalo entre 1 e 2% para 2,5 a 3,5%.

O Presidente russo, Vladimir Putin, tinha estimado um crescimento do PIB superior a 3% em 2024, o terceiro ano da guerra com a Ucrânia.

“O estado atual da economia permite-nos melhorar as nossas previsões para o seu desenvolvimento. Muitos especialistas falam de um crescimento do PIB russo superior a 3% este ano”, afirmou Putin que presidiu a uma reunião governamental sobre o estado da economia e as perspetivas de desenvolvimento nos próximos seis anos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou, recentemente, a previsão de crescimento da Rússia em seis décimos de ponto percentual, para 3,2%, graças ao desempenho positivo das suas exportações de petróleo.

O FMI considera que a economia russa fortaleceu-se porque os volumes de exportação de petróleo permaneceram estáveis devido ao comércio estabelecido com países não alinhados com as sanções ocidentais.

No início de abril, o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, sublinhou que o PIB tinha crescido 3,6% no ano passado, apesar do aumento das pressões externas, aludindo às sanções ocidentais impostas devido à guerra lançada por Moscovo na Ucrânia.

Últimas de Economia

Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.
Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As remunerações dos novos depósitos a prazo aumentaram em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do selecionado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.
A economia da zona euro teve um aumento homólogo de 0,3% até março, e o da União Europeia de 0,7%, divulgou o Eurostat, revendo em baixa a estimativa publicada em abril de, respetivamente, 0,8% e 1,0%.
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 10,2% no primeiro trimestre, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 4,7% e o consumo de cimento subiu 2,2%, segundo a AICCOPN.
O preço da gasolina deverá manter-se na próxima semana e o do gasóleo subir 4,5 cêntimos, segundo as previsões da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) cedidas à Lusa.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, para máximos desde abril de 2025 no prazo mais curto.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo a Portugal e a outros 11 Estados-membros por não terem estabelecido regras nacionais para sancionar quem viole um regulamento sobre combustíveis sustentáveis na indústria da aviação.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que o saldo orçamental português será nulo este ano, passando para um défice de 0,1% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje.
A taxa de inflação anual da zona euro deverá ter aumentado em 3,2% em maio de 2026, face aos 3,0% registados em abril, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida hoje divulgada pelo Eurostat.