Novas regras da UE para défice e dívida adotadas para entrar em vigor na 3.ª feira

O Conselho da União Europeia (UE) adotou hoje novas regras comunitárias para défice e dívida pública, no âmbito da reforma das regras orçamentais do bloco que entra em vigor na terça-feira, garantindo recuperação das finanças públicas e investimento.

© D.R.

“O Conselho adotou hoje três atos legislativos que irão reformar o quadro de governação económica e orçamental da UE. O principal objetivo da reforma é assegurar a solidez e a sustentabilidade das finanças públicas, promovendo simultaneamente um crescimento sustentável e inclusivo em todos os Estados-membros através de reformas e investimentos”, indica a instituição que junta os Estados-membros, em comunicado.De acordo com o organismo, “a nova legislação melhorará significativamente o quadro atual e proporcionará regras eficazes”, já que salvaguardará “finanças públicas equilibradas e sustentáveis, dando maior ênfase às reformas estruturais e aos investimentos para estimular o crescimento e a criação de emprego em toda a UE”.

“Chegou o momento de as aplicar rapidamente”, apela o Conselho da UE.

Na passada terça-feira, o Parlamento Europeu tinha dado a sua `luz verde` final às novas regras orçamentais da UE, para défice e dívida pública, aprovando de forma clara três peças legislativas na última sessão plenária da atual legislatura, na cidade francesa de Estrasburgo.

Fonte europeia explicou à Lusa que, após estas aprovações finais dos eurodeputados e dos países, o pacote legislativo será publicado na terça-feira no Jornal Oficial da UE para entrar em vigor no mesmo dia.

Até precisamente esta terça-feira, os países da UE (incluindo Portugal) tinham de enviar a Bruxelas versões simplificadas dos seus Programas de Estabilidade, mas, como as novas regras orçamentais europeias entram entretanto em vigor, esse prazo deixa de existir e os países terão mais tempo, até setembro, para submeter um plano nacional à Comissão Europeia.

Estes serão os novos planos orçamentais-estruturais nacionais (já não terão a designação de programas nacionais de reformas e de estabilidade) e incluirão medidas de correção dos desequilíbrios macroeconómicos e diretrizes sobre reformas e investimentos prioritários para quatro ou sete anos.

As regras orçamentais da UE foram suspensas na sequência da pandemia da covid-19, para permitir aos Estados-membros fazer face à crise, tendo-se registado então um consenso quanto à necessidade de rever e atualizar a legislação sobre a governação económica antes de ser retomado o Pacto de Estabilidade e Crescimento, originalmente criado no final da década de 1990 e considerado já `ultrapassado`.

A Comissão Europeia apresentou uma proposta em abril do ano passado, composta por três atos legislativos.

Em causa está a prevista retoma destas regras orçamentais após a suspensão devido à pandemia de covid-19 e à guerra da Ucrânia, com nova formulação, apesar dos habituais tetos de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) para a dívida pública e de 3% do PIB para o défice.

Está prevista a diminuição da dívida de, pelo menos, um ponto percentual ao ano para os países com um rácio da dívida superior a 90% do PIB (como é o caso de Portugal) e de meio ponto percentual para os que estão entre este teto e o patamar de 60% do PIB.

Caberá aos Estados-membros preparar os seus planos nacionais, que a Comissão Europeia avaliará, definindo um período de pelo menos quatro anos para que a dívida seja colocada numa trajetória descendente, com este prazo a poder ser de sete anos perante reformas e investimentos (como os incluídos nos Planos de Recuperação e Resiliência).

Será introduzido um teto anual de gastos públicos para desvio máximo.

Os países incumpridores podem incorrer em procedimentos por défices excessivos e multas.

Últimas de Economia

A prestação da casa vai subir em junho para créditos com taxa variável a três meses, seis meses e 12 meses, segundo adiantou a Deco Proteste.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira e termina maio com a média mensal a subir de novo nos três prazos.
A esperança de vida à nascença aumentou para 81,75 anos, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo o qual aos 65 anos a população portuguesa pode esperar viver mais 20,19 anos.
A idade da reforma vai subir para os 66 anos e 11 meses em 2027, segundo confirmam os dados da esperança de vida hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os estrangeiros representaram 28% das compras de casas em Portugal no ano passado, segundo dados do Banco de Portugal divulgados hoje no Relatório de Estabilidade Financeira.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu em abril um novo máximo histórico de 2.174 euros por metro quadrado, mais 23 euros do que em março e 16,5% acima do mesmo mês de 2025, divulgou o INE.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução no Parlamento para recomendar ao Governo português que se oponha à criação do chamado 'Euro Digital' e a qualquer iniciativa europeia que vise a eliminação progressiva do dinheiro físico.
O preço médio semanal (eficiente) calculado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) sobe esta semana 0,1% para a gasolina e 0,3% para o gasóleo, tendo em conta as cotações internacionais.
Os preços dos imóveis comerciais aumentaram 10,1% em 2025, mais 5,4 pontos percentuais face à variação de 2024 e a maior subida desde que há registo, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O partido liderado por André Ventura quer transformar património público devoluto em habitação acessível para famílias portuguesas trabalhadoras que enfrentam dificuldades no acesso à compra de casa ou ao arrendamento, defendendo a recuperação urgente de bairros abandonados pelo Estado para responder à crise da habitação.