Pensionistas de velhice da CGA atingem valor mais alto dos últimos anos

O número de pensionistas de velhice da Caixa Geral de Aposentações (CGA) foi de 420.349 em 2023, tendo atingido o valor mais alto dos últimos anos, segundo o relatório divulgado hoje pelo Conselho das Finanças Públicas (CFP).

© D.R.

 

De acordo com o relatório sobre a “Evolução Orçamental da Segurança Social e da CGA”, o número médio de aposentados e reformados da CGA passou de 482.276 em 2022 para 484.236 em 2023, refletindo um aumento médio de 1.961.

Esta evolução resulta do efeito conjugado de mais 4.172 pensões de “velhice e outros motivos” e de menos 2.211 pensões de invalidez, em termos médios.

De acordo com o CFP, “o número médio de pensões de ‘velhice e outros motivos’ (420.349) foi o mais elevado dos últimos anos, tendo o número médio de pensões de invalidez (63.888) sido o mais baixo”.

A instituição liderada por Nazaré da Costa Cabral recorda que em 2023 a idade normal de acesso à pensão de reforma por velhice diminuiu três meses, passando para os 66 anos e quatro meses.

O CFP indica que o valor médio mensal das pensões de aposentação registou uma subida de 8,8% ou 120 euros, passando de 1.375 euros em 2022 para 1.495 euros em 2023, “essencialmente justificado pela dupla atualização das pensões ocorrida no ano de 2023”.

A despesa decorrente da atribuição de novas pensões da CGA (excluindo as de “sobrevivência e outros”) totalizou 32,9 milhões de euros, mais 6,9 milhões de euros do que em 2022, tendo o aumento ocorrido sobretudo na despesa com novas pensões de “velhice e outros motivos” (mais 6,7 milhões de euros).

O CFP assinala ainda que foram atribuídas 20.228 novas pensões de aposentação e reforma, mais 3.291 (+19,4%) do que em 2022, tendo o respetivo valor médio ponderado aumentado 5,8%, passando de 1.539 euros em 2022 para 1.628 euros em 2023, refletindo essencialmente as novas pensões atribuídas aos aposentados e reformados oriundos da administração central, cujo valor médio foi de 2.345,88 euros.

Em 2023, o rácio entre subscritores e aposentados voltou a diminuir, “agravando o desequilíbrio estrutural do sistema”.

O organismo explica que “a diferença negativa entre o número de subscritores da CGA e o número de aposentados tem-se vindo a agravar, tendo passado de 96.722 no final de 2022 para 107.516 no final de 2023”.

O CFP destaca ainda que o saldo orçamental da CGA passou de um défice de 196 milhões de euros em 2022 para um excedente de 2.713 milhões de euros em 2023, na ótica da contabilidade pública. Contudo, excluindo o encaixe extraordinário de 3.018 milhões de euros recebido como compensação pelas responsabilidades transferidas do extinto Fundo de Pensões do Pessoal da Caixa Geral de Depósitos, o saldo orçamental da CGA foi negativo em 305 milhões de euros.

Últimas de Economia

O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.
Os custos de construção de habitação nova terão aumentado 7,5% em agosto, em termos homólogos, tendo os materiais subido 7,1% e a mão-de-obra 8,0%, de acordo com uma estimativa divulgada esta sexta-feira pelo INE.
A presidente do Tribunal de Contas defendeu que reformas das finanças públicas não devem enfraquecer o controlo externo da despesa, para proteger as democracias.
A receita fiscal prevista para o próximo ano equivale a cerca de 7.350 euros por habitante, num cenário em que o Estado espera arrecadar mais dinheiro através dos impostos.
O Estado português prepara-se para arrecadar 70,67 mil milhões de euros em impostos no próximo ano, um novo máximo que representa mais 2,86 mil milhões de euros face à estimativa para 2026.
O presidente do CHEGA responsabiliza o Partido Socialista de abrir caminho a um Orçamento que, segundo afirma, vai agravar o custo de vida das famílias. O líder do CHEGA critica a ausência de reduções do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar e denuncia um “falhanço em toda a linha”.
O Governo prevê arrecadar 3.796 milhões de euros em 2027 com o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), mais 186 milhões do que o estimado para este ano, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
André Ventura acusou o Governo de estar a penalizar os portugueses com a subida dos impostos e voltou a exigir uma redução do IVA nos combustíveis. “Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, defendeu.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,34 euros, fixando-se nos 255,56 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O antigo ministro João Gomes Cravinho admitiu hoje que soube de forma "muito genérica" que o custo das obras no antigo Hospital Militar de Belém iria derrapar, mas ressalvou que nunca surgiu um "pedido de despesa suplementar".