Intervenção do Tribunal de Contas no ano passado poupou 389 milhões de euros em futura despesa

A intervenção do Tribunal de Contas (TdC), no âmbito da sua atividade de fiscalização prévia, no ano passado, levou a que não fosse realizada despesa de 389 milhões de euros, revelou a entidade. 

© D.R.

 

No seu relatório de atividades e contas referente a 2023, o TdC disse que tinha controlado 6.183 milhões de euros, neste âmbito, tendo entrado 3.024 processos.

A entidade controlou 2.031 processos e decidiu recusar visto em 27.

“A intervenção do Tribunal conduziu a que, na sequência dos cancelamentos solicitados pelas entidades adjudicantes e da redução de encargos dos contratos submetidos a fiscalização prévia, não fosse realizada despesa de 389 milhões de euros associada a esses processos”, salientou.

Registaram-se ainda 1.323 desistências, “processos devolvidos por não estarem sujeitos a fiscalização prévia e processos transitados para o ano seguinte”, disse o TdC.

Segundo o Tribunal, “relativamente aos 3.354 processos passíveis de análise no ano (nos quais se incluem 330 transitados), nem todos foram objeto de fiscalização”, nomeadamente “por terem sido cancelados (66) ou devolvidos pelo Tribunal por não estarem sujeitos a visto (821)”.

O TdC lembrou que, antes de proferida a decisão final, pode “solicitar esclarecimentos ou elementos adicionais, tendo sido devolvidos 3.197 processos para o efeito”.

De acordo com a instituição, estes pedidos permitiram, “num número significativo de casos, suprir as ilegalidades e irregularidades detetadas, conduzindo até, em algumas situações, à redução dos encargos assumidos pelas respetivas entidades (19 milhões de euros)”.

O Tribunal recusou, no ano passado, o visto a 27 processos (1,3%), num montante de 80,2 milhões de euros, indicou.

As ilegalidades detetadas relacionam-se com financiamento de despesas, endividamento, escolha dos procedimentos, regras dos procedimentos, tramitação dos procedimentos e contratos.

Por outro lado, foram visados 2.004 processos, sendo que, destes, “43,4% foram visados com recomendações correspondendo a um volume financeiro de 3.477 milhões de euros”, indicou.

O TdC atua ainda no controlo concomitante e sucessivo, através da emissão de pareceres, como sobre a Conta Geral do Estado, da realização de auditorias e verificações de contas.

Neste âmbito, que abrange, entre outras coisas, a execução de trabalhos suplementares, “o valor global de contratos adicionais ascendeu a 222 milhões de euros com um acréscimo de 98,8% relativamente ao ano anterior”, indicou.

Últimas de Economia

O recente ‘comboio’ de tempestades que percorreu Portugal continental, com ventos ciclónicos da Kristin na região centro, provocou prejuízos entre os cinco mil milhões e os seis mil milhões de euros, segundo o presidente da estrutura de missão.
Cento e quinze mil apólices de seguro já foram acionadas na sequência do mau tempo, disse hoje o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.
Carga fiscal por habitante sobe para 6.728 euros em 2025. Receita supera o previsto e Estado arrecada mais 99 milhões do que o orçamentado.
O ministro da Economia disse hoje no Sobral de Monte Agraço que já foram recebidos pedidos de apoio de quatro mil empresas, que declararam quase mil milhões de euros de prejuízos provocados pelo mau tempo.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que visa revogar o Adicional ao Imposto Municipal sobre Imóveis (AIMI), conhecido como “imposto Mortágua”, criado em 2016 no âmbito do Orçamento do Estado para 2017.
Os contribuintes vão poder validar as faturas relativas ao IRS de 2025 no Portal até 02 de março, em vez da data regular de 28 de fevereiro, segundo uma informação da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).
A produção automóvel em Portugal desceu 7,8% em janeiro, face ao mês mesmo de 2025, para 21.746 veículos, segundo dados hoje divulgados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).
A produção industrial aumentou 1,5% em 2025, tanto na zona euro como no conjunto da União Europeia (UE), relativamente a 2024, revelam dados hoje divulgados pelo serviço estatístico comunitário, o Eurostat.
O setor do alojamento turístico registou, em 2025, 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas, representando subidas respetivas de 3,0% e 2,2%, mas abrandando face ao ano anterior, segundo o INE.
O excedente do comércio externo de bens da zona euro recuou, em 2025, para os 164,6 mil milhões de euros e o da UE para os 133,5 mil milhões de euros, divulga hoje o Eurostat.