Kremlin diz que Zelensky deve refletir sobre proposta de paz de Putin

O Kremlin considerou hoje que a Ucrânia devia refletir sobre a recente proposta de paz do Presidente Vladimir Putin, uma vez que a situação na frente de batalha está a piorar para as forças ucranianas.

© Facebook de Volodymyr Zelensky

“A dinâmica atual da situação na frente [de batalha] mostra-nos claramente que vai continuar a piorar para os ucranianos. É provável que um homem que coloca os interesses do seu país acima dos seus próprios interesses e dos interesses dos seus ‘patrões’, considere tal proposta”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, referindo-se ao Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Na sexta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, prometeu ordenar imediatamente um cessar-fogo na Ucrânia e iniciar negociações se Kiev começasse a retirar as tropas das quatro regiões anexadas por Moscovo em 2022 e renunciasse aos planos de adesão à NATO.

Estas reivindicações constituem uma exigência de facto para a rendição da Ucrânia, cujo objetivo é manter a sua integridade territorial e soberania, mediante a saída de todas as tropas russas do seu território, além de Kiev pretender aderir à aliança militar.

As condições colocadas por Moscovo foram rejeitadas de imediato pela Ucrânia, Estados Unidos e NATO.

Peskov afirmou ainda que não se trata de um ultimato, mas de “uma iniciativa de paz que tem em conta as realidades no terreno”.

Estas declarações do porta-voz do Kremlin surgem depois de Zelensky ter prometido apresentar propostas de paz à Rússia assim que estas fossem validadas pela comunidade internacional, no quadro da Cimeira para a Paz na Ucrânia, que decorre na Suíça sem a participação da Rússia.

Últimas do Mundo

A dívida externa dos países em desenvolvimento, onde se inclui a maioria dos países lusófonos, aumentou 5,5%, para 9,4 biliões de dólares (8,37 biliões de euros) em 2025, revelou hoje o Banco Mundial, alertando para efeitos nocivos do endividamento.
Vários países europeus e norte-americanos estão a investigar denúncias de objetos cortantes escondidos em doces distribuídos no Halloween. Na Alemanha, uma menina de nove anos feriu a língua ao encontrar um alfinete de cinco centímetros num chocolate.
As reservas europeias de gás natural atingiram o nível mais baixo dos últimos dez anos, numa altura em que o continente se prepara para enfrentar os meses de maior consumo energético.
Os ataques contra igrejas e outros edifícios religiosos estão a gerar preocupação na Europa. Em França, os incêndios criminosos e as tentativas de incêndio aumentaram 112,5% entre 2023 e 2024, segundo o Observatório do Património Religioso. Um relatório internacional identificou ainda mais de 2.200 crimes de ódio anticristãos em vários países europeus durante 2024.
Pelo menos 10 pessoas morreram hoje no acidente entre dois comboios de passageiros de alta velocidade, perto da estação de Urda, em Toledo, Espanha, disse o governo regional de Castela-La Mancha.
Empresária brasileira acusa Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como 'Lulinha', de ter facilitado negócios da construtora portuguesa com entidades públicas do Governo liderado pelo próprio pai. Em causa estão contratos avaliados em cerca de 350 milhões de euros.
Várias centenas de supermercados em França foram alvo, na noite passada, de um ciberataque, que visou sobretudo as instalações frigoríficas, destruindo produtos frescos e congelados, indicaram dois distribuidores à AFP.
O Papa Leão XIV será internado na terça-feira, ao fim da manhã, no hospital Gemelli, em Roma, para ser submetido a uma cirurgia de remoção de um nódulo pulmonar, indicou hoje o Vaticano.
Documentos militares citados pela Relatórios militares apontam para 22 elementos dos serviços de informações e 50 militares marroquinos espalhados por Ceuta. A rede teria como missão vigiar as forças espanholas, testar a sua capacidade de reação e fomentar a instabilidade na cidade.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo de infração a Portugal e outros oito Estados-membros por não terem transposto uma diretiva que define três novas substâncias psicoativas como drogas, ficando sujeitas às regras europeias de combate ao narcotráfico.