Marcelo recorda contributo dos ciganos e pede combate às “discriminações”

O Presidente da República assinala hoje o Dia Nacional do Cigano recordando o seu contributo para a construção de Portugal e apelou ao combate urgente das situações de "discriminação, falta de representação e dificuldades de integração" que se mantêm.

© Facebook da Presidência da República

“Neste Dia Nacional do Cigano, o Presidente da República reafirma que os ciganos são portugueses, recordando o seu contributo para a construção do nosso país, onde se instalaram e vivem há mais de cinco séculos”, pode ler-se numa publicação no sítio oficial da Presidência da República.

Apesar deste “tão antigo relacionamento”, segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “prevalecem situações de discriminação, falta de representação e dificuldades de integração que urge combater, nomeadamente nas áreas da habitação e do trabalho”.

“Para isso, será igualmente importante continuar a mobilizar a sociedade civil e os decisores políticos para a efetiva execução de políticas públicas que mitiguem os efeitos da pobreza e da exclusão, como previsto pela Estratégia Nacional para Integração das Comunidades Ciganas”, apelou.

O chefe de Estado refere ainda que se associa de novo à evocação do 5.º centenário da perseguição aos portugueses ciganos, iniciativa que irá decorrer em 2025-2026 e que conta com o seu Alto Patrocínio.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.
Depois de anos de discursos sobre transparência e combate à corrupção, PSD e PS juntaram-se numa proposta que mexe com o escrutínio dos dinheiros públicos.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considerou hoje que o Tribunal Constitucional impediu a aplicação de uma medida que a Constituição já permite, ao declarar inconstitucional o decreto que instituía a perda de nacionalidade para crimes graves.
Num país onde a maioria dos portugueses luta para chegar ao fim do mês, o CHEGA questiona como é possível existirem funcionários de organismos públicos a ganhar mais do que o próprio Primeiro-Ministro.
André Ventura considerou esta terça-feira que o primeiro-ministro “não pode pedir” ao CHEGA para viabilizar reformas “más para o país” e defendeu que o Governo “será avaliado” tanto pelas reformas que fez como por aquelas que não fez.
O líder do CHEGA, André Ventura, assegurou hoje que "não assinará nunca" uma reforma laboral que dificulte a vida dos trabalhadores e pediu ao Governo que faça um esforço de aproximação.
O presidente do CHEGA indicou hoje que o partido não aceita qualquer reforma que se traduza em "menos fiscalização" no Tribunal de Contas.
O líder do CHEGA, André Ventura, considerou esta sexta-feira que a proposta de lei do Governo para alterar a lei laboral "é má" e, como está, "não deve ser aprovada", mas indicou que mantém a disponibilidade para negociar.