CHEGA quer ouvir MAI sobre alegado aumento da criminalidade em Portugal

O CHEGA vai requerer a audição urgente da ministra da Administração Interna sobre o alegado aumento da criminalidade em Portugal, anunciou o líder do partido, que disse pretender também ouvir os presidentes das câmaras de Lisboa e Porto.

© Folha Nacional

Em conferência de imprensa na sede nacional do CHEGA, em Lisboa, André Ventura afirmou que a insegurança é um dos temas que “mais tem preocupado os portugueses nos últimos meses”, alegando que há “um aumento indiscutível da criminalidade” em algumas áreas metropolitanas do país, referindo-se em concreto a Lisboa e ao Porto.

“Hoje é um dado evidente que os cidadãos se sentem mais inseguros, menos protegidos e com um grau de ameaça muito maior às suas vidas, à sua integridade e à sua propriedade”, afirmou.

Apesar de não querer estabelecer uma relação direta entre a criminalidade e a imigração, salientando que precisa de ser “analisada com detalhe”, Ventura sugeriu contudo que ela parece existir, ao contrário do que disse em abril o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que recusou haver “nenhuma ligação direta” entre ambas.

Ventura disse em particular que “as zonas de maior pressão demográfica, sejam migratórias ou não, têm sentido nos últimos meses uma pressão maior do ponto de vista da criminalidade”.

“Isto naturalmente não pode deixar de conectar-se com o aumento brutal de imigrantes que temos visto nos últimos meses, mas não pode ser esta a única explicação”, referiu, associando também o aumento da criminalidade ao “aumento do tráfico” de estupefacientes.

“Nós sabemos que está a haver um aumento da operacionalidade de redes de tráfico de droga em Portugal, muitas ligadas às grandes estruturas brasileiras de tráfico de droga, mas isso por si só não chegará para justificar toda a criminalidade que temos sentido”, frisou.

Salientando que os presidentes das câmaras de Lisboa, Carlos Moedas, e do Porto, Rui Moreira, se têm ambos queixado de um “aumento da insegurança” nas duas cidades, Ventura defendeu que é preciso responder à alegada “sensação de insegurança” dos portugueses e analisar os dados sobre o tema.

“O CHEGA vai, com o caráter da urgência necessária e possível, chamar a senhora ministra da Administração Interna ao parlamento para explicar, com detalhe, com os últimos dados disponíveis, o aumento da criminalidade do país, da sensação de insegurança e a sua relação com as vagas de imigração que têm chegado a Portugal”, anunciou André Ventura.

A par deste requerimento, o líder do CHEGA disse também que ia convidar Carlos Moedas e Rui Moreira a irem ao parlamento transmitir “a sensação de insegurança que as suas cidades vivem neste momento”, apesar de reconhecer que os autarcas “têm um regime próprio” que dificulta a sua audição na Assembleia da República, por responderem perante as respetivas assembleias municipais.

No entanto, Ventura disse que o parlamento “já anteriormente convidou ou pediu a autarcas que se deslocassem às comissões parlamentares para dar uma explicação o mais completa possível sobre esta matéria”.

“Endereçaremos ainda hoje, aos autarcas de Lisboa e do Porto, uma nota para que estejam presente na primeira comissão do parlamento, logo ao retomar dos trabalhos, para que deem nota das complexas questões da insatisfação que têm registado publicamente em matéria de insegurança”, disse.

Como forma de responder a essa sensação de insegurança que disse identificar, Ventura considerou ainda que é preciso “aumentar o policiamento de visibilidade nas zonas onde essa sensação se tem sentido” e também “reunir dados objetivos, o mais objetivos possível, sobre a ligação entre essas zonas de pressão migratória e a criminalidade”.

“E perceber se o número de crimes relacionados com algumas áreas específicas, e refiro-me ao tráfico de estupefacientes (…) têm tido relação com esta pressão migratória”, disse.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA defendeu hoje que o Governo deve "rasgar e começar novamente" as propostas de alteração à lei do trabalho e procurar no parlamento o consenso para esta reforma, manifestando disponibilidade para negociar.
O CHEGA regista 25,8% das intenções de voto no mais recente Barómetro DN/Aximage, consolidando-se como uma das principais forças políticas do país. O estudo indica ainda que André Ventura é apontado por mais de metade dos inquiridos como a principal figura da oposição.
O Ministério Público acusou Diamantino Oliveira Lopes, eleito pelo PS para a Junta de Freguesia de Moreira do Rei e Várzea Cova, no concelho de Fafe, distrito de Braga, no mandato autárquico de 2017 a 2021, dos crimes de prevaricação e falsificação de documento, num procedimento de loteamento alegadamente destinado a beneficiar o próprio filho.
O líder do CHEGA saudou hoje o compromisso do Presidente da República de não dissolver o parlamento em caso de chumbo do Orçamento do Estado, mas avisou que esta posição "tem limites" e pode "esbarrar na realidade parlamentar".
O requerimento do CHEGA para ouvir presencialmente o coordenador operacional do INEM no Norte, Miguel Ângelo Santos, foi chumbado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM com votos contra de PS e PSD.
Após um confronto com a vice-presidente do Parlamento, Teresa Morais, o líder do CHEGA, André Ventura, decidiu abandonar o hemiciclo, acompanhado por toda a bancada do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu no Parlamento que o debate sobre racismo em Portugal está marcado por critérios diferentes consoante os casos, alertando para o que considera ser uma aplicação seletiva do conceito na sociedade, no desporto e no sistema político.
A audição na comissão de inquérito ao INEM expôs fragilidades nos sistemas informáticos da emergência médica. Confrontada pelo deputado do CHEGA, Pedro Frazão, a antiga responsável dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceu que os sistemas são antigos e que poderia ter havido maior intervenção.
O Ministério Público decidiu arquivar o processo que levou ao levantamento da imunidade parlamentar do deputado do CHEGA João Ribeiro. A decisão concluiu que não existem indícios que justifiquem a continuação da investigação.
O presidente do CHEGA, André Ventura, questionou o Governo sobre a resposta do Estado a portugueses que se encontram em zonas de conflito, defendendo que o Executivo deve garantir proteção e eventual repatriamento dos cidadãos nacionais em territórios afetados pela guerra.