Incubadora do Politécnico da Guarda recebe terceira ‘startup’ americana

A incubadora de empresas do Instituto Politécnico da Guarda acolhe em setembro a terceira ‘startup’ de capital americano para desenvolver uma plataforma que estabeleça correspondência entre estudantes e propostas de emprego em todo o mundo.

© D.R.

 

“A Solo vai desenvolver na Guarda uma plataforma digital interativa que irá fazer corresponder as competências creditadas de estudantes e de trabalhadores de todo o mundo aos perfis profissionais que estejam a ser procurados em cada momento por empresas e instituições do mercado global”, revelou o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) numa nota enviada à agência Lusa.

A ‘startup’ Solo, que se instala em 23 de setembro, será a terceira empresa tecnológica com capital dos Estados Unidos da América a vir este ano para a Incubadora de Empresas Desnuclearizada do IPG, depois da Seed by Seed e da AG-Transformer.

O presidente do IPG, Joaquim Brigas, salientou que “a forma como a Solo está a desenvolver a sua plataforma tem potencial para revolucionar a forma como alunos e trabalhadores de todo o mundo poderão abordar os seus estudos e a formação ao longo da vida”.

O dirigente sustentou que está previsto no acordo entre a Incubadora de Empresas Desnuclearizada e a Solo que, uma vez desenvolvidos os dispositivos tecnológicos necessários ao funcionamento da plataforma, seja implementado um projeto-piloto no Politécnico da Guarda, que terá a duração de um ano letivo.

“Concluída a fase de testes, e realizados os ajustamentos e melhorias que sejam necessários, a empresa passará então a promover a adoção da sua plataforma ao nível global e irá explorar o desenvolvimento e incorporação de novas valências”, assinalou o presidente do IPG.

Em qualquer destas fases, a Solo contará com a colaboração de investigadores e de estudantes do Politécnico da Guarda.

Joaquim Brigas considerou que a forma como o IPG concebeu a sua incubadora desnuclearizada está “a revelar-se muito apta para atrair, não só ideias com alto potencial, mas também investimento estrangeiro muito qualificado e talento empreendedor para esta região do interior”.

Para o dirigente, “com este contributo palpável para um sistema empreendedor local cada vez mais expressivo, o Politécnico da Guarda reforça o seu papel de dinamizador económico e social de toda a região”.

A Solo é uma empresa lançada pelo investidor norte-americano Sudesh Sangelkar, fundador e CEO da SPARK+ Technologies, e que oferece soluções baseadas em tecnologia Blockchain aos mercados dos Estados Unidos e da Ásia.

Últimas de Economia

O Índice de Preços na Produção industrial (IPPI) aumentou 5,8% em julho, em termos homólogos, acelerando 0,7 pontos percentuais face ao mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Números oficiais apontaram para um excedente de 6,7 mil milhões de euros, mas estudo chega a uma conclusão diferente: considerando em conjunto o regime previdencial e a Caixa Geral de Aposentações, o saldo de 2025 terá sido negativo em 1,94 mil milhões. Especialistas alertam que os excedentes apresentados nos últimos anos podem dar uma imagem enganadora da sustentabilidade financeira.
Más notícias para quem precisa de abastecer. Gasolina e gasóleo deverão encarecer cerca de oito cêntimos por litro esta segunda-feira, anulando o alívio sentido na semana anterior e voltando a apertar a carteira dos automobilistas.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu 2,18 euros na última semana, fixando-se nos 253,47 euros.
O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu em junho 116,8 mil milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,9%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Gasóleo sobe nove cêntimos e gasolina até 3,5 cêntimos por litro. Portugal continua entre os países europeus onde abastecer custa mais caro, apesar das promessas de alívio fiscal.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.