Ouro atinge novo máximo histórico com perspetiva de corte nas taxas de juro

O preço do ouro, um dos ativos refúgio, continuou hoje a subir e segue em máximos históricos, impulsionado pela incerteza geopolítica e pela confiança na descida das taxas de juro nos Estados Unidos.

© D.R.

Ao início da tarde, o metal dourado fixou um novo recorde ao atingir 2.531,75 dólares por onça, segundo dados da Bloomberg.

Posteriormente viria a recuar para 2.525 dólares, tendo registando desde o início do ano uma valorização de 22%.

Segundo analistas da Banca March, citados pela agência EFE, o ouro segue em máximos históricos “pelo possível início de cortes nas taxas de juro nos Estados Unidos e pela continuidade nas compras por parte dos bancos centrais”.

“Parece que o regresso dos investidores ocidentais (às compras de ouro) contribuiu para aumentar os preços, refletindo expectativas de cortes mais rápidos e maiores nas taxas de juro por parte da Reserva Federal”, considerou Norbert Rücker, do banco privado suíço Julius Baer.

“A incerteza política continua a ser elevada, o que pode aumentar a procura de segurança pelos investidores a curto prazo”, referiu Jean-Paul van Oudheusden, analista de eToro, mencionando as dúvidas em torno do resultado das presidenciais norte-americanas de novembro.

“O ouro vai a caminho do seu melhor ano desde 2020, o que reflete essa incerteza”, acrescentou.

Últimas de Economia

A taxa de inflação homóloga dos países da OCDE subiu para 4,3% em agosto, contra 4,1% em julho, impulsionada por um forte aumento dos preços da energia, enquanto a inflação dos alimentos continuou a desacelerar, foi hoje anunciado.
O Estado injetou cerca de 30 mil milhões de euros no setor financeiro desde a crise de 2008. Até ao final de 2025, apenas 8,9 mil milhões tinham sido recuperados, segundo dados divulgados pelo Tribunal de Contas.
Os cerca de 540 diplomatas portugueses terão novos aumentos salariais no próximo ano. A valorização mensal varia entre 108 e 289 euros e completa a revisão remuneratória iniciada em 2025.
A taxa de poupança das famílias na zona euro diminuiu para 14,2% no segundo trimestre, enquanto a taxa de investimento manteve-se estável em 8,3%, divulga hoje o Eurostat.
A taxa de inflação homóloga da zona euro terá aumentado para 3,8% em setembro de 2026, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida do Eurostat.
O índice dos preços mundiais calculado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) subiu 5,8% em setembro face ao mesmo mês de 2025, foi hoje anunciado.
O Banco de Portugal (BdP) alertou hoje para uma nova burla e apelou às pessoas para terem atenção se receberem um cartão multibanco novo na caixa do correio, já que este pode ser falso.
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a subir em cadeia em agosto, para 3,00%, situando-se acima dos 2,88% do mesmo mês de 2025, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os preços das casas subiram, no primeiro trimestre, 1,1% na zona euro e 1,2% na União Europeia (UE) na comparação homóloga, com Portugal a registar o maior aumento entre os Estados-membros (16,5%), divulga o Eurostat.
O Tribunal de Contas detetou falhas na informação sobre centenas de milhões de euros distribuídos pelo Estado a fundo perdido. Dos apoios analisados, 526 milhões ficaram sem informação suficientemente clara sobre a respetiva identificação ou finalidade. Conta Geral do Estado de 2025 recebeu um juízo de não conformidade.