Ouro atinge novo máximo histórico com perspetiva de corte nas taxas de juro

O preço do ouro, um dos ativos refúgio, continuou hoje a subir e segue em máximos históricos, impulsionado pela incerteza geopolítica e pela confiança na descida das taxas de juro nos Estados Unidos.

© D.R.

Ao início da tarde, o metal dourado fixou um novo recorde ao atingir 2.531,75 dólares por onça, segundo dados da Bloomberg.

Posteriormente viria a recuar para 2.525 dólares, tendo registando desde o início do ano uma valorização de 22%.

Segundo analistas da Banca March, citados pela agência EFE, o ouro segue em máximos históricos “pelo possível início de cortes nas taxas de juro nos Estados Unidos e pela continuidade nas compras por parte dos bancos centrais”.

“Parece que o regresso dos investidores ocidentais (às compras de ouro) contribuiu para aumentar os preços, refletindo expectativas de cortes mais rápidos e maiores nas taxas de juro por parte da Reserva Federal”, considerou Norbert Rücker, do banco privado suíço Julius Baer.

“A incerteza política continua a ser elevada, o que pode aumentar a procura de segurança pelos investidores a curto prazo”, referiu Jean-Paul van Oudheusden, analista de eToro, mencionando as dúvidas em torno do resultado das presidenciais norte-americanas de novembro.

“O ouro vai a caminho do seu melhor ano desde 2020, o que reflete essa incerteza”, acrescentou.

Últimas de Economia

A prestação da casa vai subir em julho para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da Deco Proteste.
O prazo para os contribuintes entregarem a declaração de IRS de 2025 termina esta terça-feira, ao fim de três meses, numa altura em que o Portal das Finanças já recebeu seis milhões de declarações.
A média mensal da taxa Euribor, elemento essencial para o cálculo da maioria das prestações no crédito à habitação com componente variável, subiu em junho a três e seis meses, mas desceu a 12 meses.
O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu em maio 115.742 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,8%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, e com os da Alemanha no prazo mais longo.
As contas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) continuam longe de estar controladas. O défice ultrapassou os mil milhões de euros em 2025 e, na última década, o Estado já foi obrigado a injetar cerca de 7,9 mil milhões de euros para manter o SNS a funcionar.
A renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal atingiu, no primeiro trimestre, 9,46 euros por metro quadrado, um aumento de 9,1%, acelerando face aos 7,9% do trimestre anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.208 euros por metro quadrado em maio, mais 34 euros do que no mês anterior e 17,1% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O CHEGA apresentou um projeto de lei que prevê uma isenção de 50% em sede de IRS para portugueses emigrantes que regressem ao país e voltem a fixar residência em Portugal.
O preço do cacau nos mercados de futuros está hoje novamente acima de 5.000 dólares/tonelada (4.339 euros/t), "o nível mais alto desde janeiro", segundo o portal Trading Economics.