Parlamento abre trabalhos com interpelação do CHEGA sobre prisões

O primeiro plenário depois das férias parlamentares será no dia 18 de setembro, uma interpelação do CHEGA ao Governo sobre o estado dos estabelecimentos prisionais, e não ficou agendado qualquer debate quinzenal com o primeiro-ministro até final do mês.

© Parlamento

A conferência de líderes agendou hoje os plenários da segunda quinzena de setembro.

Questionado sobre a ausência de debates com o primeiro-ministro nos primeiros plenários após as férias, o porta-voz deste órgão, o social-democrata Jorge Paulo Oliveira, disse apenas que os agendamentos solicitados para esta quinzena “uns decorrem de normas regimentais e outros foram pedidos pelos partidos”,

Segundo o Regimento da Assembleia da República, “o primeiro-ministro comparece quinzenalmente perante o plenário para uma sessão de perguntas dos deputados”, não se realizando este tipo de debates “no mês em que ocorrer a apresentação do programa do Governo, no mês em que ocorrer o debate sobre o estado da nação, no período em que decorrer a discussão da proposta de lei do Orçamento do Estado e na quinzena seguinte à discussão de moções de confiança ou de moções de censura”.

O último debate quinzenal realizou-se em 26 de junho, tendo depois o primeiro-ministro comparecido perante os deputados para a discussão sobre o estado da nação, em 17 de julho.

Para dia 19 de setembro, ficou marcado um debate de atualidade pedido pelo PCP sobre o início do ano letivo e, no dia seguinte, três iniciativas do Governo.

Uma proposta de lei para regular a citação e notificação por via eletrónica das pessoas singulares e coletivas, a alteração do regime que permite medidas especiais de contratação pública (um diploma com o objetivo de acelerar o PRR) e outra sobre os mecanismos de convergência do regime de proteção social da função pública com o regime geral da segurança social (já vetada pelo Presidente da República) são os três diplomas do executivo agendados para este dia.

Na semana seguinte, os plenários de 25 e 26 de setembro vão ser dedicados a iniciativas dos partidos que não foram detalhadas e o de 27 à discussão da Conta Geral do Estado de 2022 e do Relatório de Segurança Interna.

Na atual conferência de líderes, não foi ainda debatido o calendário da discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2025, que terá de ser entregue pelo Governo no parlamento até 10 de outubro.

Últimas de Política Nacional

Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.
O líder do CHEGA contesta limitações ao objeto da comissão de inquérito e quer escrutinar toda a passagem de Luís Neves pela direção da PJ, incluindo o seu afastamento da Operação Influencer e perceber se decisões tomadas durante o mandato sofreram influência política.
Luís Montenegro vai enfrentar o debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA no dia 8 de setembro, às 15h00. Partidos decidiram acelerar os prazos para que o país não fique à espera de uma resposta política à iniciativa apresentada na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA quer saber como Portugal vai pagar as novas fragatas e quanto custarão os juros. Ventura acusa ainda o Governo de ter adotado a “escola Luís Neves”: “Fala quando quer, sobre o que quer.”
Adjuntos, assessores e chefes de gabinete passaram dos corredores do Governo para lugares na Administração Pública. Em 17 casos, entraram em regime de substituição e, em dois, o percurso já terminou com uma nomeação por cinco anos.
Partido liderado por André Ventura questiona o Governo sobre o destino das habitações financiadas pelo PRR e pelo 1.º Direito e exige números sobre os beneficiários. Perante milhares de portugueses à procura de casa e uma oferta pública escassa, o CHEGA defende prioridade para cidadãos nacionais e para quem demonstre uma ligação duradoura e contributiva ao país.
Presidente do CHEGA considera que Luís Montenegro perdeu autoridade sobre o ministro da Administração Interna e avisa que, se não houver uma decisão sobre Luís Neves, o partido admite avançar com uma moção de censura. André Ventura acusa o ministro de ter arrastado o país para um “lamaçal político” e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA considera “absolutamente razoável” o projeto que proíbe a mudança de sexo em menores de idade e reafirma a intenção de manter a iniciativa, rejeitando o apelo da ONU para que seja retirada ou revista.
Bancada de André Ventura apresentou dois projetos de lei, 14 projetos de resolução e avançou com a comissão de inquérito à liderança de Luís Neves na PJ. Somam-se ainda 28 perguntas dirigidas ao Governo.