Preço da onça de ouro sobe para novo máximo histórico de cerca de 2.338 euros

O preço do ouro, um dos ativos considerados um refúgio seguro em tempos de incerteza, continua a bater recordes e hoje estabeleceu um novo máximo histórico de cerca de 2.590 dólares (2.338 euros) por onça.

© D.R.

De acordo com dados da Bloomberg, pelas 12:55 em Lisboa, o ouro negociava-se a 2.582,64 dólares, contra 2.577,79 dólares na sexta-feira e depois de ter revalidado ao início da manhã os máximos atingidos na madrugada, de cerca de 2.589,70 dólares.

No acumulado do ano, o metal precioso registou uma valorização de mais de 25%.

Na quinta-feira passada, no mesmo dia em que o Banco Central Europeu (BCE) decidiu baixar as taxas de juro em um quarto de ponto, o ouro atingiu um novo máximo histórico, depois de ter ultrapassado o último recorde que tinha estabelecido na sessão de 20 de agosto.

Desde esse dia, o metal precioso tem vindo a revalidar máximos, num contexto de dólar fraco, queda das `yields` das obrigações e expectativas crescentes de uma intervenção mais agressiva da Reserva Federal norte-americana (Fed), que poderá cortar as taxas de juro na próxima reunião, esta semana, segundo o analista do IG, Sérgio Ávila, citado pela Efe.

O especialista sublinha que os investidores estão atentos a estes movimentos, procurando proteger o seu capital em ativos seguros como o ouro, que historicamente tem funcionado como um refúgio em períodos de incerteza económica, lembra Ávila.

Acrescenta que “um contexto económico global com sinais de fraqueza nas principais economias, e a possibilidade de flexibilização monetária, consolidaram o ouro como uma opção de refúgio para os investidores”.

O analista Felipe Fernández citado pela EFE, indica também que o ouro capitalizou a incerteza gerada pela situação económica global e pela política monetária expansionista dos bancos centrais, e que a fraqueza do dólar americano, juntamente com as expectativas de inflação a longo prazo, impulsionaram o seu preço.

Analistas do grupo Julius Baer, citados pela Efe, acrescentam que o ouro, depois de ter sido impulsionado na primeira parte do ano pelas compras dos bancos centrais e pelo investimento chinês, está agora a concentrar a sua atenção nas perspetivas de crescimento e na política monetária dos Estados Unidos.

“Parece que as expetativas atuais de uma descida moderada das taxas de juro norte-americanas são suficientes para sustentar os preços em torno dos níveis atuais de 2.500 dólares por onça, pelo menos a curto prazo”, afirmam os mesmos especialistas, para quem, para uma maior trajetória ascendente a médio e longo prazo, as descidas das taxas teriam de ser mais agressivas em reação a riscos de recessão significativamente mais elevados, cenário que não preveem para já, concluem.

Últimas de Economia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 2,1% para 1,9% este ano.
Os aeroportos nacionais movimentaram em fevereiro um novo máximo histórico de 4,5 milhões de passageiros, mais 3,3% em termos homólogos, acumulando uma subida de 3,7% desde início do ano, para 8,876 milhões, divulgou hoje o INE.
O mês de abril “deverá ser ainda pior do que março” para o setor da energia, mesmo que a guerra no Irão encontre rapidamente uma conclusão, alertou hoje o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.
As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 5,1% em março face ao mesmo mês de 2025, menos 0,1 pontos percentuais do que em fevereiro, tendo todas as regiões registado crescimentos homólogos, informou hoje o INE.
A taxa de inflação acelerou para 2,7% em março, mais 0,6 pontos percentuais do que em fevereiro, refletindo sobretudo o aumento do preço dos combustíveis, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O preço do gás natural para entrega a um mês no mercado holandês TTF, de referência na Europa, subiu hoje 8,60%, atingindo 47,66 euros por megawatt-hora (MWh).
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 14,1% em janeiro, em termos homólogos, tendo os fogos licenciados em novas construções recuado 16,9% e o consumo de cimento descido 5,6%, segundo a AICCOPN.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão descer na próxima semana, com o gasóleo simples a recuar cerca de 5,5 cêntimos por litro e a gasolina 95 a baixar três cêntimos.
O número de empresas constituídas no primeiro trimestre desceu 5,9% face aos primeiros três meses do ano passado, enquanto as insolvências cresceram 3,1%, divulgou hoje a Informa D&B.