Levantamento de necessidades sociais no país “está quase terminado”

O Ministério do Trabalho está a fazer um levantamento das necessidades sociais em todo o país para depois avançar com a construção ou requalificação de equipamentos, anunciou hoje a ministra, segundo a qual esse trabalho está quase terminado.

Webpage do Governo de Portugal

Segundo Maria do Rosário Ramalho, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social está a fazer “um trabalho que nunca foi feito”, de “levantamento das necessidades sociais e das respostas sociais que existem, mas com critério geográfico, portanto, concelho a concelho, município a município”.

“É com base nesse trabalho que validaremos a construção de novos equipamentos ou a adaptação de equipamentos existentes de acordo com a necessidade objetiva daquele concelho”, adiantou a ministra, em declarações aos jornalistas, no final da inauguração de um novo equipamento social em Lisboa.

Acrescentou que esse trabalho “está muito próximo de estar concluído”, mas não adiantou datas.

A ministra do Trabalho inaugurou hoje a Residência Raquel Ribeiro, um equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) destinada ao acolhimento temporário de pessoas com mais de 18 anos que tenham mobilidade condicionada e necessitem de reabilitação ou estabilização do estado geral de saúde.

Questionada sobre a necessidade de mais equipamentos do género e sobre a pertinência de o Estado construir, Maria do Rosário Ramalho salientou que já existem equipamentos públicos e que “não interessa a quem constrói”.

“Interessa que [os equipamentos] existam e interessa aproveitar as sinergias com as entidades que melhor sabem deste setor, que são as entidades do setor social, algumas entidades do setor privado que também estão dedicadas à economia social, e, quando for o caso, terá que haver um equipamento público”, defendeu.

De acordo com a ministra, não há “qualquer preconceito relativamente à natureza do equipamento, se é público, se é do setor social ou se é privado” e apontou que tem apenas exigências quanto aos padrões de qualidade de funcionamento.

A governante afirmou que irão existir “muito proximamente” mais equipamentos como o que hoje foi inaugurado, mas não concretizou.

Questionada sobre para quando estão previstas as alterações anunciadas por este governo ao Estatuto do Cuidador Informal (ECI), Maria do Rosário Ramalho disse apenas que será “proximamente”, acrescentando apenas que será uma das matérias incluídas numa série de medidas que o governo pretende fazer aprovar por ocasião do Dia Internacional das Pessoas Idosas, em 01 de outubro.

Na sua intervenção no decorrer da inauguração, a ministra agradeceu ao atual provedor da SCML, Paulo Sousa, e à atual mesa por estarem a conseguir por a instituição “no rumo certo”, salvando-a de “ir ao fundo”, afirmando que se trata de “uma equipa muito corajosa”.

Maria do Rosário Ramalho adiantou que existem atualmente 1.719 acordos com o setor social relativamente a residências de pessoas idosas, com “mais de 64 mil pessoas abrangidas”.

Últimas de Economia

O CHEGA apresentou uma proposta no âmbito do Orçamento do Estado para 2027 que pretende impedir o acesso à habitação pública por pessoas condenadas por crimes graves. A iniciativa coloca em discussão os critérios de atribuição de casas financiadas com dinheiro público e a possibilidade de a existência de condenações criminais influenciar o acesso a estes apoios.
Enquanto milhares de famílias portuguesas enfrentam dificuldades para pagar as contas, suportar os encargos da habitação e fazer face ao aumento do custo de vida, os cinco maiores bancos do país acumulam lucros milionários.
Os portugueses são a sétima população da União Europeia (UE) que mais sentiu o aumento do custo de vida, com dois em três a afirmarem que o seu poder de compra caiu significativamente no último ano, segundo um inquérito hoje divulgado.
O CHEGA defendeu a possibilidade de os portugueses deduzirem no IRS os encargos com o crédito à habitação, mas a proposta foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. A medida pretendia aliviar a carga fiscal das famílias que pagam mensalmente a prestação da casa, numa altura em que o acesso à habitação continua a representar um dos maiores desafios financeiros dos portugueses.
O CHEGA voltou a defender medidas para reduzir o preço dos combustíveis no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, mas a iniciativa foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. O partido pretendia aliviar os custos suportados pelos condutores e pelas famílias portuguesas, num país onde abastecer o depósito continua a representar uma despesa significativa.
Uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia determina que as instituições bancárias não podem recusar o reembolso imediato de operações não autorizadas apenas por considerarem que os clientes foram negligentes. O dinheiro deve ser devolvido, em regra, até ao final do dia útil seguinte.
Dezenas de clientes denunciam transferências não autorizadas e perdas de milhares de euros. A Polícia Judiciária está a investigar as queixas, enquanto o Banco CTT reconhece um aumento das tentativas de fraude digital. Uma das vítimas reclama a devolução de 1.200 euros.
O passe que permitirá utilizar os transportes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto foi adiado três meses. O Governo prevê um acréscimo de dez euros ao preço do passe e admite implementar o sistema nacional numa segunda fase.
O preço eficiente do gasóleo aumentou, esta semana, 1,2% para 2,289 euros, indicou hoje a ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
A prestação média mensal dos empréstimos para habitação própria permanente atingiu em setembro os 450 euros, o valor mais alto desde o início da série, em 2018, e mais 9% em termos homólogos, divulgou hoje o BdP.