Nova aplicação para recibos verdes com mais de 30.000 faturas emitidas por dia

A Autoridade Tributária (AT) já disponibilizou um guia para a nova versão da aplicação para recibos verdes, através da qual têm sido emitidas mais de 30 mil faturas por dia, de acordo com o Ministério das Finanças.

©Facebook da Autoridade Tributária e Aduaneira

“A nova versão da aplicação para emissão de fatura, recibos e faturas-recibo representa uma evolução que permite simplificar todo o processo, adaptando-se à generalidade dos setores de atividade”, indica fonte oficial do Ministério das Finanças à Lusa, sobre o novo sistema aplicado na semana passada.

As Finanças adiantam que, “com exceção do primeiro dia da entrada em produção e do fim de semana, o número de faturas diariamente emitidas através desta aplicação situou-se sempre acima das 30.000, tendo no dia 24 de setembro superado as 50.000 faturas”.

As alterações “permitem, por exemplo, a emissão na mesma fatura de uma operação sujeita a IVA e outra isenta/não sujeita, como sucede no caso do alojamento local e a cobrança da taxa turística associada, situação que não encontrava resposta na anterior versão”.

Além disso, para “simplificar todo o processo de emissão de faturas, podem também os sujeitos passivos criar listas de produtos/serviços e de clientes, facilmente acessível nas emissões subsequentes de faturas, sem necessidade de preenchimento dos campos que até aqui tinham que preencher, permitindo reduzir erros e divergências de preenchimento”, explica o ministério liderado por Joaquim Miranda Sarmento.

Quando foram introduzidas estas mudanças, surgiram algumas dúvidas e o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) disse, em comunicado enviado esta terça-feira, que os trabalhadores das finanças continuavam sem ter conhecimento oficial das alterações à emissão de recibos verdes.

“A situação é aliás caricata dado que os trabalhadores da Autoridade Tributária (AT) têm recorrido ao manual de instruções disponibilizado pela Ordem dos Contabilistas Certificados mas ainda não têm em sua posse informação fornecida pela AT, porque, até ao momento a mesma nunca foi divulgada oficialmente junto das direções ou serviços de finanças”, afirmou o sindicato na altura.

Entretanto, a AT já disponibilizou, através do Portal das Finanças, um guia de utilização com tutoriais passo a passo para todas as funcionalidades.

Últimas de Economia

O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu, em agosto, 119.062 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 11,2%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A inflação deverá acelerar este ano para 3,2%, num contexto de subida de preços dos combustíveis impulsionado pela guerra no Médio Oriente, estima o Conselho das Finanças Públicas (CFP).
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação da energia atinja um pico no final de 2026 e diminua significativamente em 2027, foi hoje anunciado.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.254 euros por metro quadrado em agosto, mais 14 euros do que no mês anterior e 14,7% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.
Os preços do gasóleo na União Europeia (UE) atingiram um novo máximo de 2,23 euros por litro, contra 2,16 euros na semana anterior, segundo uma análise da agência de notícias AFP aos dados nacionais publicados hoje pela Comissão Europeia.
A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.