Grupo dinamarquês garante que carga do navio que atracou em Lisboa não inclui armas

O grupo dinamarquês Maersk Denver assegurou hoje que a carga do navio que atracou em Lisboa e que alegadamente tem um histórico de transporte de armas para Israel é legal e não inclui armas ou munições miliares.

© D.R.

“A carga em questão está em total conformidade com as leis e regulamentos nacionais e internacionais. A carga a ser transbordada não inclui nenhuma arma ou munição militar”, assegurou a Maersk Denver, numa nota enviada à Lusa.

O navio em causa atracou, no sábado, em Lisboa, depois de ter sido impedido de acostar em Espanha.

O grupo esclareceu ainda que a carga está a ser transportada em nome dos EUA, no âmbito do programa de cooperação de segurança EUA-Israel.

A Maersk disse ter fornecido todas as informações necessárias “com bastante antecedência”, cumprindo o procedimento estabelecido, não tendo recebido, até então, qualquer manifestação de preocupação por parte das autoridades.

“[…] As autoridades portuárias não utilizaram a oportunidade de inspecionar a carga, que permanece disponível para inspeção a qualquer momento”, sublinhou.

Por outro lado, disse ter consultado as autoridades espanholas para saber porque é que a entrada do navio naquele país foi negada, tendo em conta que a carga não é diferente de outras remessas transbordadas no porto.

No sábado à noite, dezenas de pessoas manifestaram-se contra a atracagem, em Lisboa, de um navio que, segundo o líder parlamentar do Bloco de esquerda, Favian Figueiredo, tem estado “na rota do genocídio” em Gaza e tem sido “central no armamento de Israel”.

A denúncia partiu da campanha Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) a Israel, que indica que o navio fez, nos últimos meses, centenas de transportes ilegais de armas para Israel, através do porto espanhol de Algeciras.

Últimas do Mundo

A sede da Federação Alemã de Futebol (DFB), em Frankfurt, foi hoje alvo de buscas por parte da polícia relacionadas com suspeitas de corrupção na organização do Euro2024, confirmou o organismo à agência France-Presse (AFP).
As sucessivas ondas de calor que atingem a Europa estão a reacender o debate sobre o uso do ar condicionado, num momento em que vários responsáveis políticos e especialistas defendem soluções que reduzam a dependência destes equipamentos devido ao seu "impacto ambiental".
Pelo menos 1.028 mortes relacionadas com o calor foram registadas em Espanha em junho, segundo dados publicados hoje pelo Instituto de Saúde Carlos III, em Madrid.
A Alemanha deteve hoje um cidadão romeno acusado de tentar fundar uma organização terrorista de extrema-direita para provocar o colapso do Estado e contribuir para a criação de um regime nacional-socialista, anunciou o Ministério Público Federal.
Uma operação conjunta da Polícia Judiciária (PJ) e da Guarda Civil espanhola desmantelou uma rede que se dedicava ao tráfico de pessoas, fez cinco detidos e resgatou dois homens cativos há décadas, anunciaram hoje as autoridades portuguesas.
Pelo menos cinco pessoas morreram hoje num tiroteio na cidade de Stade, no norte da Alemanha, e um suspeito foi detido, segundo os meios de comunicação locais.
O número de cidadãos portugueses desaparecidos ou incontactáveis ​​na Venezuela devido aos sismos de quarta-feira cifra-se em 89, 52 homens e 37 mulheres, segundo o último balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O autor do ataque com carro a um mercado de Natal na cidade alemã de Magdeburgo que em dezembro de 2024 fez seis mortos e cerca de 330 feridos, foi hoje condenado a prisão perpétua.
Nove portugueses e lusodescendentes morreram na sequência dos dois sismos registados quarta-feira na Venezuela e que causaram centenas de vítimas, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Quarenta e cinco por cento das cidades europeias bateram ou estão prestes a superar os máximos históricos de stress térmico durante a atual onda de calor no continente, indica um estudo publicado hoje pelo World Weather Attribution.