Grupo dinamarquês garante que carga do navio que atracou em Lisboa não inclui armas

O grupo dinamarquês Maersk Denver assegurou hoje que a carga do navio que atracou em Lisboa e que alegadamente tem um histórico de transporte de armas para Israel é legal e não inclui armas ou munições miliares.

© D.R.

“A carga em questão está em total conformidade com as leis e regulamentos nacionais e internacionais. A carga a ser transbordada não inclui nenhuma arma ou munição militar”, assegurou a Maersk Denver, numa nota enviada à Lusa.

O navio em causa atracou, no sábado, em Lisboa, depois de ter sido impedido de acostar em Espanha.

O grupo esclareceu ainda que a carga está a ser transportada em nome dos EUA, no âmbito do programa de cooperação de segurança EUA-Israel.

A Maersk disse ter fornecido todas as informações necessárias “com bastante antecedência”, cumprindo o procedimento estabelecido, não tendo recebido, até então, qualquer manifestação de preocupação por parte das autoridades.

“[…] As autoridades portuárias não utilizaram a oportunidade de inspecionar a carga, que permanece disponível para inspeção a qualquer momento”, sublinhou.

Por outro lado, disse ter consultado as autoridades espanholas para saber porque é que a entrada do navio naquele país foi negada, tendo em conta que a carga não é diferente de outras remessas transbordadas no porto.

No sábado à noite, dezenas de pessoas manifestaram-se contra a atracagem, em Lisboa, de um navio que, segundo o líder parlamentar do Bloco de esquerda, Favian Figueiredo, tem estado “na rota do genocídio” em Gaza e tem sido “central no armamento de Israel”.

A denúncia partiu da campanha Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) a Israel, que indica que o navio fez, nos últimos meses, centenas de transportes ilegais de armas para Israel, através do porto espanhol de Algeciras.

Últimas do Mundo

Os dois executores do testamento de Jeffrey Epstein propuseram um acordo de 25 milhões de dólares (21,2 milhões de euros) às vítimas do criminoso sexual norte-americano que interpuseram uma ação coletiva contra ambos, segundo uma minuta hoje publicada.
As forças policiais de 16 países africanos detiveram 651 pessoas e desmantelaram redes de cibercrime que extorquiram um total de 38 milhões de euros a centenas de vítimas, anunciou hoje a Interpol.
A polícia do Reino Unido deteve hoje Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Carlos III, por suspeita de má conduta em cargo público, noticiaram meios de comunicação social britânicos.
A plataforma de transmissão de vídeos YouTube admitiu que está a sofrer hoje interrupções em vários países, incluindo Portugal e os Estados Unidos.
O Governo de Espanha desbloqueou hoje 7.000 milhões de euros de ajudas a pessoas, empresas e municípios afetadas pelas tempestades das últimas semanas no país.
A Comissão Europeia iniciou hoje uma investigação formal à chinesa Shein por suspeitas de design aditivo, falta de transparência nas recomendações e venda de produtos ilegais na União Europeia (UE), incluindo conteúdos associados a abuso sexual de menores.
Peritos da ONU defendem hoje que os arquivos do pedófilo norte-americano Jeffrey Epstein mostram atrocidades de tal magnitude, carácter sistemático e alcance transnacional que poderiam ser consideradas legalmente como “crimes contra a humanidade”.
A rede social X, anteriormente Twitter, voltou ao normal por volta das 14h30 de hoje, após sofrer uma quebra em vários países uma hora antes, incluindo Estados Unidos, Portugal e Espanha, por causas ainda desconhecidas.
A Comissão Europeia foi alvo de buscas policiais em Bruxelas devido a suspeitas na venda de 23 imóveis ao Estado belga em 2024. A investigação está a cargo do Ministério Público Europeu, que confirmou diligências de recolha de provas.
Dados recentes da agência europeia FRONTEX indicam que, entre 2024 e 2025, mais de 100 mil pessoas entraram ilegalmente em Espanha pelas rotas do Mediterrâneo Ocidental e das Canárias. Cerca de 73% provêm de países sem conflitos armados generalizados.