Greve geral dos maquinistas na sexta-feira fecha Metro do Porto mais cedo já hoje

A greve dos maquinistas, convocada para exigir o reforço da segurança ferroviária, após declarações do ministro Leitão Amaro, vai paralisar o serviço do Metro do Porto na sexta-feira, tendo efeitos práticos já hoje à noite, anunciou a transportadora.

© Facebook/MetroPorto

“Devido à greve geral convocada pelo SMAQ (Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses), o Metro do Porto vai encerrar a sua operação mais cedo no dia de hoje, com as últimas partidas a registarem-se entre as 22:00 e as 23:00”, pode ler-se num comunicado hoje publicado pela transportadora.

Já na sexta-feira, “o serviço do Metro estará interrompido em toda a rede, apenas com circulações muito reduzidas no tronco comum (Senhora da Hora-Estádio do Dragão), durante os horários de ponta”.

O Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ) disse ter avançado para a greve de sexta-feira face à ausência de clarificação do Governo sobre a relação entre sinistralidade ferroviária e taxa de álcool destes trabalhadores e para exigir condições de segurança adequadas.

Em causa estão as declarações do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, após o Conselho de Ministros de 14 de novembro, quando afirmou que “não é muito conhecido, mas Portugal tem o segundo pior desempenho ao nível do número por quilómetro de ferrovia de acidentes que ocorrem” e que tem “um desempenho cerca de sete vezes pior do que a primeira metade dos países europeus”.

O Governo aprovou uma proposta de lei que reforça “as medidas de contraordenação para os maquinistas deste transporte ferroviário, criando uma proibição de condução sob o efeito de álcool”, referiu ainda o ministro.

“Estando Portugal numa das piores situações em termos de nível de acidentes, tem do quadro contraordenacional mais leve e mais baixo da Europa”, rematou então o governante.

No dia em que emitiu o comunicado sobre a greve, o SMAQ adiantou que não obteve qualquer resposta à exigência feita ao ministro para que clarificasse e retificasse publicamente as suas declarações.

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