Preventiva para detido no Algarve por burla “Olá pai, olá mãe” em Leiria

O detido no Algarve suspeito de causar centenas de milhares de euros de prejuízo através do esquema "olá pai, olá mãe" ficou em prisão preventiva, após ter sido presente ao primeiro interrogatório judicial em Leiria, anunciou o Ministério Público.

© D.R.

Num comunicado divulgado hoje, a Procuradoria da Comarca de Leiria recordou que a PJ de Leiria deteve o homem, de 42 anos, na quarta-feira, em Albufeira, no distrito de Faro, tendo-o apresentado depois ao primeiro interrogatório judicial por haver fortes indícios da prática de crimes de burla qualificada, na forma consumada e na forma tentada, e do crime de branqueamento.

A procuradoria destacou que o detido terá iniciado a burla a 26 de fevereiro de 2024 e praticado a mesma até à atualidade, enganado pais e mães ao enviar mensagens por Whatsapp, “fazendo-os crer que estabeleciam conversações escritas com os seus filhos através da aplicação WhatsApp e que estes lhes estavam a solicitar pagamentos”.

Ao pensarem que os filhos estavam em dificuldades, as vítimas efetuavam transferências para contas indicadas pelo detido, que se apropriava indevidamente desses valores, avaliados em centenas de milhares de euros pela PJ, aquando da detenção.

“O arguido fazia desta atividade ilícita o seu modo de vida”, frisou a Procuradoria de Leiria, quantificando em 138.000 euros os ganhos obtidos pelo detido desde julho até à presente data.

Presente ao primeiro interrogatório, o juiz de instrução criminal decretou a prisão preventiva como medida de coação, justificada com “a existência de perigo de continuação de atividade criminosa e de perigo de perturbação do decurso do inquérito, nomeadamente para a aquisição, conservação ou veracidade da prova”, referiu a procuradoria.

Na quinta-feira, a PJ anunciou que tinha detido em Albufeira um homem indiciado por associação criminosa, branqueamento e burla qualificada, que causara prejuízos de centenas de milhares de euros com o esquema conhecido como “olá mãe, olá pai”.

“A detenção ocorreu na sequência de uma busca domiciliária no concelho de Albufeira, onde vieram a ser apreendidos vários equipamentos informáticos utilizados para a prática das burlas, com recurso a tecnologia informática, e que terão lesado um número indeterminado de vítimas, não totalmente identificado, presumindo-se na ordem das centenas”, adiantou na ocasião a PJ.

As autoridades apreenderam também dispositivos eletrónicos ‘wallets’ (carteiras, numa tradução direta do inglês) onde são guardados criptomoedas, assim como objetos de luxo “com valor de mercado muito elevado”, destacou também a polícia criminal.

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