Inspeção da Proteção Civil abre inquérito a despiste de veículo dos bombeiros de Odemira

A Inspeção dos Serviços de Emergência e Proteção Civil abriu um inquérito ao acidente de viação com um veículo de combate a incêndios dos Bombeiros de Odemira, no distrito de Beja, disse hoje fonte da Proteção Civil.

© Facebook da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil

Em declarações à agência Lusa, a mesma fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicou que este processo de inquérito foi aberto logo no dia do acidente, na quarta-feira.

A Inspeção dos Serviços de Emergência e Proteção Civil realiza este tipo de procedimento sempre que existe um acidente que envolva um veículo dos bombeiros, esclareceu a fonte.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Odemira, Luís Oliveira, já tinha hoje indicado à Lusa que estavam em curso averiguações às causas do acidente por parte da ANEPC e da GNR.

“Há uma inspeção própria da área da Autoridade [Nacional de Emergência e Proteção Civil], que é a proprietária da viatura, e também do Núcleo de Investigação Criminal [de Acidentes de Viação] da GNR, [que] está a avaliar desde o próprio dia do acidente”, afirmou Luís Oliveira.

De acordo com o comandante, “nunca houve queixas de segurança” relativas a esta viatura de combate a incêndios, que se despistou, provocando inicialmente cinco bombeiros feridos.

Um destes feridos, um homem, de 38 anos, que estava internado no Hospital de São José, em Lisboa, acabou hoje por morrer, disse à Lusa o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Odemira, António Camilo.

Questionado pela Lusa, o comandante Luís Oliveira disse querer conhecer “o relatório das perícias que são feitas ao acidente”, para apurar “se foi provocado por deficiência mecânica ou por erro humano”.

“O que quero saber é porque é que um sistema que é para reter um veículo, a segurança da cabine, como é que se deformou tanto [no acidente] e se há justificação para o mesmo”, afirmou.

A viatura “ia ser recolhida na segunda-feira para pequenas retificações técnicas, que não implicam a segurança da mesma”, referiu.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, expressou hoje “profunda consternação” pela morte do bombeiro de Odemira, referindo que tem “acompanhado de perto” a situação dos operacionais feridos no despiste.

Também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, expressou “profunda consternação” pela morte do bombeiro e enviou condolências à família e à sua corporação.

Residente na freguesia de São Luís, o bombeiro, de 38 anos, estava integrado numa das Equipas de Intervenção Permanente (EIP) de Odemira, composta por cinco elementos, que, na quarta-feira, foi chamada a intervir “numa queimada autorizada” em Saboia, naquele concelho alentejano, que “se descontrolou”.

“Tinham feito [o trabalho] e regressavam a casa” quando o veículo de combate a incêndios se despistou, explicou à Lusa o presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Odemira.

Dos cinco feridos, além do bombeiro que morreu, outros três também foram considerados graves. Um deles foi transportado para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e os outros dois para o hospital de Portimão.

O quinto bombeiro, considerado ferido ligeiro, foi transportado para o hospital de Beja e, entretanto, já teve alta e regressou a casa.

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