UE suspende parte do acordo de vistos com Geórgia por recuos na adesão

O Conselho da União Europeia suspendeu uma parte do acordo de facilitação de vistos com a Geórgia, na sequência da repressão dos protestos antigovernamentais no país e dos recuos de Tbilissi em relação ao processo de adesão ao bloco.

© D.R.

Em comunicado, o Conselho da União Europeia (UE) anunciou hoje que suspendeu partes deste acordo, que poderá levar a que diplomatas georgianos precisem de pedir um visto para viajar para o espaço comunitário.

A decisão é uma “reação à adoção por parte da Geórgia, no ano passado, da lei para a ‘transparência sobre influência estrangeira’ e um pacote legislativo sobre ‘os valores da família e a proteção de menores'”, indicou o órgão, presidido pela Polónia nos primeiros seis meses de 2025, na mesma nota informativa.

A UE considera, prosseguiu o mesmo comunicado, que “estas legislações diminuem os direitos fundamentais da população” do país, incluindo a “liberdade de expressão e associação, o direito à privacidade, o direito a participar em questões públicas”, aumentando em simultâneo a “estigmatização e a discriminação”.

Citado no comunicado, o ministro do Interior polaco, Tomasz Siemoniak, disse que os direitos fundamentais e democráticos “são princípios fulcrais da integração na UE” e que diplomatas que “pisam tais princípios não deviam beneficiar de um acesso facilitado” aos 27 países do bloco político-económico.

No final de 2024, este país do Cáucaso foi abalado durante várias semanas por uma vaga de protestos que contestavam a decisão do Governo, chefiado por Irakli Kobakhidze e classificado como pró-russo, de congelar o processo de adesão à UE “até ao final de 2028”. Na ocasião, o Governo da Geórgia acusou o bloco comunitário de recorrer à “chantagem” nas negociações com o país.

Essas manifestações, marcadas por violência policial e dezenas de detenções, opunham-se também aos resultados das eleições legislativas de outubro, ganhas pelo partido no poder, o Sonho Georgiano, acusado de fraude eleitoral.

Últimas de Política Internacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão "inquieta e gera incerteza", mas admitiu que, "começada a guerra, é fundamental alcançar os objetivos".
Uma proposta apresentada por Angie Roselló, porta-voz do partido espanhol de extrema esquerda Unidas Podemos, na autarquia de San Antoni, em Ibiza, está a gerar forte controvérsia.
O candidato presidencial e líder do CHEGA hoje “o derrube do regime de Nicolás Maduro“, após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é “um sinal de esperança” para o povo daquele país e as comunidades portuguesas.
O Tribunal Constitucional indicou esta terça-feira que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.
A Comissão Europeia anunciou hoje uma investigação formal para avaliar se a nova política da `gigante` tecnológica Meta, de acesso restrito de fornecedores de inteligência artificial à plataforma de conversação WhatsApp, viola regras de concorrência da União Europeia.
O Sindicato de Trabalhadores da Imprensa na Venezuela (SNTP) e o Colégio de Jornalistas (CNP), entidade responsável pela atribuição da carteira profissional, denunciaram hoje a detenção de um jornalista que noticiou a existência de um buraco numa avenida.
O Tribunal Constitucional da Polónia ordenou hoje a proibição imediata do Partido Comunista da Polónia (KPP), alegando que os objetivos e atividades do partido, refundado em 2002, violam a Constituição.
A Administração Trump suspendeu todos os pedidos de imigração provenientes de 19 países considerados de alto risco, dias após um tiroteio em Washington que envolveu um cidadão afegão, anunciou o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.
Federica Mogherini, reitora do Colégio da Europa e ex-chefe da diplomacia da União Europeia (UE), foi indiciada pelos crimes de corrupção, fraude, conflito de interesse e violação de segredo profissional, revelou a Procuradoria Europeia.
O Presidente ucraniano apelou hoje para o fim da guerra, em vez de apenas uma cessação temporária das hostilidades, no dia de conversações em Moscovo entre a Rússia e os Estados Unidos sobre a Ucrânia.