Grupo espanhol Abanca aumenta lucros em 69% para 1.203 milhões em 2024

O Abanca teve lucros de 1.203 milhões de euros em 2024, ano em que concluiu a compra do português Eurobic, mais 69,1% do que em 2023, divulgou hoje o grupo espanhol.

© ABANCA

O grupo Abanca, que atuava em Portugal só através de sucursal, concluiu em julho de 2024 a compra do EuroBic (não tendo sido divulgado o valor do negócio).

Hoje, na conferência de imprensa que decorre em Santiago de Compostela (Galiza), o presidente executivo, Francisco Botas, disse que foi “bem sucedida a tomada de controlo do Eurobic” e que, após a aquisição em Portugal, houve já mudanças na estrutura de governo interno, foram melhoradas as práticas do banco e foram postas em marcha novas políticas comerciais.

O EuroBic era detido pela empresária angolana Isabel dos Santos (filha do ex-presidente de Angola José Eduardo dos Santos), mas em 2020, na sequência da investigação jornalística ‘Luanda Leaks’, foi anunciado que Isabel dos Santos iria abandonar a estrutura acionista do EuroBic para “salvaguardar a confiança na instituição”.

O tema da propriedade do EuroBic passou então a preocupar as autoridades bancárias e desde então o Abanca andou em negociações para comprar o banco de origem angolana, mas o acordo só aconteceu em 2023, tendo a compra sido concretizada em julho passado.

Na sequência desta aquisição, o Abanca decidiu fechar a sucursal em Portugal e passar a integrar todo o negócio da sucursal portuguesa (todos os ativos e passivos) no agora designado EuroBic Abanca.

Assim, o grupo irá deixar de operar através de uma subsidiária e passará a operar em Portugal através de um banco autónomo.

Segundo o Abanca, a medida tem como objetivo simplificar a estrutura societária, reduzir custos e ainda “reforçar a posição competitiva do grupo Abanca no setor financeiro português, consolidando numa única empresa todo o negócio do grupo Abanca em Portugal”.

Para já, enquanto decorre essa integração, o banco designa-se EuroBic Abanca mas esta é uma marca transitória e quando a integração estiver completa passará a designar-se apenas Abanca.

Uma vez que o processo de integração operacional e tecnológica irá acontecer durante este ano, o novo nome deverá vigorar a partir de 2026.

Últimas de Economia

O número de passageiros desembarcados nos aeroportos dos Açores voltou a registar uma quebra em abril, com cerca de 178 mil desembarques, menos 12,3% do que no período homólogo, segundo dados divulgados hoje pelo Serviço Regional de Estatística (SREA).
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 5,8% em março face ao mesmo mês de 2025, com a mão-de-obra a subir 8,2% e os materiais 3,7%, segundo uma estimativa hoje divulgada pelo INE.
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Alemanha.
O peso das compras de supermercado no orçamento familiar dos portugueses aumentou em 486 euros, entre 2019 e 2025, com os consumidores a adotarem maior prudência nas compras, segundo um inquérito divulgado hoje pela Centromarca.
O número de empresas constituídas até abril recuou 4,6% face aos primeiros quatro meses do ano passado, enquanto as insolvências subiram quase 8% no mesmo período, divulgou hoje a Informa D&B.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizados pela Deco Proteste, voltou a subir esta semana para 261,89 euros, mais 3,37 euros do que na semana passada, atingindo o valor mais elevado desde 2022.
Em cada conta da luz e do gás, há uma parte que já não aquece, não ilumina e não alimenta, serve apenas para engordar a carga fiscal. Portugal continua entre os países que mais taxam a energia na Europa.
Os consumidores contrataram em março 944 milhões de euros em crédito ao consumo, valor mais alto de sempre e mais 24,1% que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3% para 161.983, divulgou hoje o BdP.
A inflação homóloga da OCDE subiu para 4,0% em março, contra 3,4% em fevereiro, impulsionada por um aumento de 8,6 pontos percentuais da inflação da energia, foi hoje anunciado.
Comprar casa em Portugal exige hoje muito mais do que trabalhar: exige rendimentos que a maioria já não tem. Um novo estudo da CBRE mostra que o fosso entre salários e preço da habitação continua a aumentar e está a afastar milhares de famílias do mercado.