Banco Montepio com lucros recorde de 109,9 milhões em 2024

Os lucros do Banco Montepio atingiram um valor histórico de 109,9 milhões de euros (ME) no ano passado, marcado por "forte dinamismo da atividade comercial" e por um "progresso na melhoria da qualidade dos ativos", anunciou a instituição.

© Montepio

Nos resultados consolidados de 2024 enviados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o Banco Montepio destaca os “recordes históricos em resultados líquidos, volume de depósitos de clientes, solvabilidade e liquidez”.

Em 2024, o desempenho financeiro foi determinado por um produto bancário de 499,1ME, suportado principalmente pela margem financeira e pelas comissões, que ascenderam a 384,4 ME e 127,8 ME, respetivamente.

Considerados os custos operacionais, as imparidades e outras provisões, e os impostos, que totalizaram 389,8 ME, o resultado líquido consolidado fixou-se em 109,9 ME, o que representou um aumento de 81,5 ME face ao registado em 2023.

No final de 2024, os recursos de clientes atingiram também um novo máximo histórico de 14.959 ME, um crescimento homólogo de 1.592 ME (+11,9%).

O crédito a clientes (bruto) aumentou para 12,2 mil ME, face aos 11,7 mil ME do final de 2023 (+3,6%), com o “crédito performing” a aumentar 547 ME (+4,8%).

Já os depósitos de clientes ascenderam a 15 mil ME, uma subida de 1.592 ME (+11,9%) face ao final de 2023, com o segmento de particulares a representar 70% do total.

No âmbito da estratégia de apoio à criação de emprego e combate à exclusão social, o Banco Montepio revela que financiou mais de 90 projetos através das linhas de Microcrédito e de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego, representando um valor superior a 2 ME.

Os custos operacionais totalizaram 281,5 ME em 2024, comparando com 255,8 ME registados em 2023, traduzindo o aumento dos custos com pessoal em 8,6 ME, dos gastos gerais administrativos, em 9,6 ME, e das depreciações e amortizações, em 7,6 ME.

A informação enviada à CMVM refere ainda que os custos com pessoal atingiram 162,3 ME, refletindo um aumento de 5,6% face aos 153,7 ME contabilizados em 2023.

Últimas de Economia

Comprar casa em Portugal exige hoje muito mais do que trabalhar: exige rendimentos que a maioria já não tem. Um novo estudo da CBRE mostra que o fosso entre salários e preço da habitação continua a aumentar e está a afastar milhares de famílias do mercado.
Portugal registou, no segundo semestre de 2025, o segundo maior valor da União Europeia (UE) dos preços do gás doméstico (17,04 euros por 100 kwh), expresso em paridade de poder de compra (PPC), divulga hoje o Eurostat.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou para 91,0% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, mais 1,3 pontos percentuais face ao final de 2025, divulgou hoje o BdP.
Portugal é o quinto país da UE com a carga horária semanal mais elevada, numa média de 39,7 horas por semana, só ultrapassado pela Grécia, Polónia, Roménia e Bulgária, indica uma análise da Pordata.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão voltar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar em média 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a encarecer 6,5 cêntimos.
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua “bem posicionado para navegar a actual incerteza” devido à guerra no Médio Oriente.
A taxa de inflação acelerou para 3,4% em abril, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior, novamente impulsionada pelos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 15,9% até fevereiro, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 13,3% e o consumo de cimento diminuiu 9,8%, segundo a AICCOPN.
A taxa de inflação anual da zona euro teve, em abril, um aumento mensal de 0,4 pontos percentuais para os 3,0%, puxada pelo segundo mês pela forte subida dos preços da energia, estimou hoje o Eurostat.
Abastecer volta a ficar mais caro já na próxima semana, com novos aumentos nos combustíveis, com a gasolina a subir 4,5 cêntimos por litro e o gasóleo a aumentar oito cêntimos por litro, penalizando outra vez quem trabalha, produz e depende do carro para viver, num país onde encher o depósito está cada vez mais próximo de um luxo.