Centro 2030 vai apoiar empresas que invistam na economia circular

O Programa Regional do Centro (Centro 2030) abriu um concurso, com uma dotação de dez milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), para financiar investimentos das empresas focados na economia circular.

© D.R.

O concurso visa apoiar as pequenas e médias empresas (PME) em investimentos centrados na reintegração de materiais (resíduos) na produção de novos produtos ou no desenvolvimento de novos processos mais ajustados aos princípios da conceção eficiente e sustentável, anunciou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro.

Num comunicado enviado à agência Lusa, aquela entidade afirmou que estão ainda contemplados os investimentos na redução do consumo de matérias-primas, na adoção de novos modelos de negócio que promovam a circularização, nomeadamente assentes em lógicas “product-as-a-service” ou na adoção de práticas de comércio eletrónico inovadoras que otimizem os circuitos logísticos.

Estes investimentos inserem-se no objetivo do Programa Centro 2030 de promover a transição para uma economia circular e eficiente na utilização dos recursos, apoiando a transformação da estrutura produtiva regional, tornando-a mais eficiente e sustentável, e por essa via também mais competitiva.

O intuito é mobilizar as empresas da região para o desafio da circularidade, afirmou a presidente da CCDR do Centro, Isabel Damasceno, acrescentando que as estratégias empresariais e as simbioses industriais são um dos principais eixos da Agenda Regional de Economia Circular.

Segundo a responsável, “muito trabalho tem sido feito para sensibilizar e mobilizar a região e em particular as entidades públicas”.

“Importa agora agir junto das empresas, criando instrumentos de apoio que lhes permitam dar esse contributo para o futuro da região Centro”, defendeu.

Últimas de Economia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 2,1% para 1,9% este ano.
Os aeroportos nacionais movimentaram em fevereiro um novo máximo histórico de 4,5 milhões de passageiros, mais 3,3% em termos homólogos, acumulando uma subida de 3,7% desde início do ano, para 8,876 milhões, divulgou hoje o INE.
O mês de abril “deverá ser ainda pior do que março” para o setor da energia, mesmo que a guerra no Irão encontre rapidamente uma conclusão, alertou hoje o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.
As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 5,1% em março face ao mesmo mês de 2025, menos 0,1 pontos percentuais do que em fevereiro, tendo todas as regiões registado crescimentos homólogos, informou hoje o INE.
A taxa de inflação acelerou para 2,7% em março, mais 0,6 pontos percentuais do que em fevereiro, refletindo sobretudo o aumento do preço dos combustíveis, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O preço do gás natural para entrega a um mês no mercado holandês TTF, de referência na Europa, subiu hoje 8,60%, atingindo 47,66 euros por megawatt-hora (MWh).
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 14,1% em janeiro, em termos homólogos, tendo os fogos licenciados em novas construções recuado 16,9% e o consumo de cimento descido 5,6%, segundo a AICCOPN.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão descer na próxima semana, com o gasóleo simples a recuar cerca de 5,5 cêntimos por litro e a gasolina 95 a baixar três cêntimos.
O número de empresas constituídas no primeiro trimestre desceu 5,9% face aos primeiros três meses do ano passado, enquanto as insolvências cresceram 3,1%, divulgou hoje a Informa D&B.