Homem detido no Barreiro por tentativa de violência doméstica e incêndio

Um homem que estava proibido de se aproximar da ex-companheira, no âmbito de um processo de violência doméstica, foi detido pela PSP do Barreiro, no distrito de Setúbal, por tentativa do mesmo crime e de incêndio da residência.

© D.R.

A detenção ocorreu no domingo e o homem de 48 anos ficou em prisão preventiva.

Segundo a PSP, no seguimento de uma chamada telefónica a dar conta de incêndio no interior de uma habitação, os polícias deslocaram-se para o local.

Após o foco de incêndio estar extinto, os polícias recolheram informação que os levou à identificação do suspeito como sendo o ex-companheiro da residente da habitação.

Após inquirição de diversas testemunhas e da própria vítima, acrescenta a PSP, foi possível apurar que o suspeito já tinha sido submetido a primeiro interrogatório judicial em novembro, no âmbito de um processo de violência doméstica contra a mulher.

As autoridades apuraram ainda que, ao longo do dia, o homem tinha violado por diversas vezes a medida de coação a que estava sujeito, nomeadamente de proibição de contactos e aproximação à vítima, bem como à sua residência.

Durante a tarde, acrescenta a PSP, o suspeito já tinha entrado na residência da vítima e danificado o seu telemóvel, e tinha estado cerca de 30 minutos à porta do estabelecimento onde a vítima trabalha.

Além disso, tinha consigo uma arma de alarme, com a qual efetuou dois disparos dentro de um café com diversas pessoas no seu interior, tendo esta sido apreendida, assim como 20 munições.

A Policia de Segurança Pública adianta que, “pela reiterada desobediência às medidas de coação impostas pelo tribunal, por o detido saber o local de residência da vítima, bem como o seu local de trabalho, e por constantemente praticar atos graves e violentos que prejudicavam a mesma no seu quotidiano, existindo forte convicção do perigo de continuidade da atividade criminosa, foi emitido mandado de detenção fora de flagrante delito, por se figurar imprescindível no momento à proteção da vítima”.

Últimas do País

O relatório identifica falhas na escolha de procedimentos e adjudicações repetidas num universo de 12,6 milhões de euros.
Os furtos por carteiristas aumentaram em 2025, com 7.443 ocorrências registadas, a maioria nos distritos de Lisboa e do Porto, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).
A proposta do CHEGA para a realização de uma auditoria independente às contas e contratações da Câmara Municipal de Oeiras foi chumbada, poucos dias depois de ter sido conhecida a acusação do Ministério Público que envolve Isaltino Morais e mais 22 arguidos por alegado uso indevido de cerca de 150 mil euros em despesas com refeições.
Um homem, de 41 anos, foi detido pela PSP por suspeitas de exercer violência doméstica contra a companheira e a mãe, nas Furnas, no concelho da Povoação, nos Açores, revelou hoje aquela força de segurança.
Mais de uma centena de bombeiros estão a combater um incêndio florestal em Aveiro, não havendo casas em risco, informou fonte dos Bombeiros.
A coordenadora da Equipa de Análise Retrospetiva de Homicídio em Violência Doméstica defendeu hoje que as audições para memória futura, previstas na proposta do Governo para as vítimas de violência doméstica, sejam alargadas a pessoas com outras vulnerabilidades.
A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) apelou esta terça-feira a um reforço da segurança dos banhistas durante as férias da Páscoa, considerado o período mais crítico para o afogamento nas praias ainda sem vigilância.
A União Europeia registou em 2025 a pior época de incêndios mais devastadora desde que há registos, com 1.079 milhões de hectares ardidos, quase metade (460.585) em Portugal e Espanha, segundo dados esta terça-feira divulgados.
O Relatório Anual de Segurança Interna confirma aumento dos crimes participados. Roubo domina criminalidade violenta e violação atinge máximo da última década.
A Guarda Nacional República alertou hoje para o "peso psicológico profundo" nos militares que trabalham na área da violência doméstica, pela exposição continua a traumas, um fator de risco para esgotamentos e que pode afastar profissionais.