Papa interrompe leitura da homilia por “dificuldades respiratórias”

O Papa Francisco interrompeu hoje a leitura da sua homilia do Jubileu das Forças Armadas na Praça de São Pedro devido a “dificuldades respiratórias”, como o próprio explicou.

© D.R.

“Agora peço desculpa e peço ao mestre que continue a leitura devido à dificuldade em respirar”, disse o pontífice, pouco depois de iniciar a leitura da sua homilia, tendo estas palavras sido recebidas com aplausos pelos assistentes, soldados e polícias de vários países.

O Papa Francisco, de 88 anos, não conseguiu ler o seu catecismo na audiência geral de quarta-feira pelo mesmo motivo e a Santa Sé explicou mais tarde que sofria de bronquite, o que o obrigou nos últimos dois dias a realizar as suas reuniões na sua residência, a Casa Santa Marta.

Porém, esta manhã chegou à Praça de São Pedro, depois das fortes chuvas da véspera, e inaugurou a missa lendo a sua introdução e o ato penitencial, sentado numa poltrona junto ao altar, visto que a eucaristia será celebrada pelo cardeal Robert Francis Prevost.

Nestas primeiras palavras do Papa, já era possível ouvi-lo com a voz trémula e um pouco de tosse.

Francisco leu, com notório esforço, a primeira parte da homilia preparada para hoje, centrada no papel dos Exércitos, mas a maior parte do texto foi proferida pelo mestre das celebrações litúrgicas, o arcebispo Diego Ravelli.

A missa juntou este domingo na Praça de São Pedro cerca de 30 mil militares e polícias de vários países, a maioria italianos, mas também uma delegação do Exército e da Guarda Civil espanhola, que chegou a Roma para o Jubileu das Forças Armadas.

Este Jubileu é o segundo grande evento dedicado a um setor específico do atual Ano Santo, período em que os peregrinos que chegam a Roma obtêm a indulgência, depois da celebração com comunicadores de todo o mundo no mês passado.

Últimas do Mundo

O dia da sobrecarga ecológica do planeta, em que a humanidade esgota os recursos naturais da Terra disponíveis anualmente e passa a viver “a crédito”, assinala-se a 30 de julho.
O Ministério Público alemão pediu hoje prisão perpétua para o psiquiatra saudita que atropelou com um carro a multidão no mercado de Natal de Magdeburgo, matando seis pessoas e ferindo mais de 300 em dezembro de 2024.
O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou na Assembleia da República um voto de pesar pela morte de Henry Nowak, jovem britânico de 18 anos assassinado no Reino Unido, num caso que gerou forte indignação internacional.
Centenas de pessoas saíram às ruas de Southampton, no Reino Unido, após a morte de Henry Nowak, o jovem de 18 anos que morreu depois de ter sido esfaqueado e inicialmente tratado pelas autoridades como suspeito. Vickrum Digwa, de 23 anos, acabou condenado pelo homicídio do estudante.
A ministra do Interior britânica defendeu hoje uma investigação à atuação da polícia, no ano passado, por deter e algemar erradamente uma vítima de esfaqueamento, mas alertou para a manipulação política do caso.
Um executivo da empresa norte-americana Walt Disney Company, detido num aeroporto de Moscovo em janeiro, foi hoje condenado a dois anos e meio de prisão por um tribunal russo por posse e tentativa de contrabando de droga.
Um português de 26 anos morreu após uma violenta agressão numa rua espanhola, num caso que está agora a ser investigado pelas autoridades de La Rioja.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa Temu em 200 milhões de euros por não detetar devidamente produtos ilegais, referindo que encontrou à venda na plataforma brinquedos para bebés, joias ou carregadores com elevados riscos de segurança.
Os aeroportos europeus estão a registar esperas até 3,5 horas nos controlos fronteiriços em períodos de pico e antecipam um verão “particularmente difícil”, apontando falta de efetivos e falhas técnicas na implementação do novo sistema europeu.
O YouTube passará a detetar e a identificar automaticamente os conteúdos criados por inteligência artificial (IA), informou hoje a empresa que pertence à Google, que até agora dependia dos criadores do conteúdo para etiquetar os vídeos.