Israel retira-se do sul do Líbano mas mantém-se em cinco posições

O exército israelita retirou-se das aldeias do sul do Líbano, mas mantém-se em cinco posições, informou hoje fonte de segurança libanesa.

©Facebook Israel Reports

A informação foi divulgada algumas horas depois do prazo fixado para a retirada das tropas de Israel no âmbito do acordo de cessar-fogo com o grupo xiita Hezbollah.

“O exército israelita retirou-se de todas as aldeias fronteiriças, com exceção de cinco pontos”, disse à agência France-Presse a mesma fonte, que pediu para não ser identificada.

As forças militares libanesas estão a “posicionar-se gradualmente, devido à presença de explosivos em algumas zonas e aos danos nas estradas”, acrescentou.

O acordo entrou em vigor em 27 de novembro por um período inicial de 60 dias, até 26 de janeiro, mas foi prorrogado até hoje, 18 de fevereiro, desconhecendo-se ainda se haverá nova extensão.

Na véspera do novo prazo, um porta-voz do exército israelita, o tenente-coronel Nadav Shoshani, disse, em Jerusalém, que as tropas permaneceriam em cinco posições no sul do Líbano.

“Dada a situação atual, deixaremos temporariamente um pequeno número de tropas posicionadas em cinco pontos estratégicos ao longo da fronteira libanesa, para que possamos continuar a defender o nosso povo e de uma forma que garanta que não há ameaça imediata”, frisou, considerando esta um medida temporária.

Antes deste anúncio, o Presidente libanês, Joseph Aoun, antigo chefe do exército, pediu aos garantes do acordo de tréguas, os Estados Unidos e a França em particular, que exercessem pressão sobre Israel, dizendo temer “que uma retirada completa não seja alcançada” hoje.

O Hezbollah é a única fação no Líbano que manteve as armas após a Guerra Civil Libanesa (1975-1990), sendo acusados de criar um “estado dentro de um estado”.

Em Jerusalém, no domingo, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disseram esperar que o Estado libanês desarmasse o Hezbollah.

No dia seguinte ao lançamento de uma ofensiva militar israelita em Gaza, em resposta a um ataque palestiniano do Hamas a Israel, a 07 de outubro de 2023, o Hezbollah abriu uma frente contra Israel, disparando ‘rockets’ em território israelita a partir do sul do Líbano, o seu bastião.

Disse que estava a agir “em apoio dos palestinianos” e do Hamas, um aliado. Os tiroteios transfronteiriços evoluíram para guerra aberta em setembro de 2024.

Entretanto, Israel continuou os ataques no Líbano, com o exército a afirmar ter matado um comandante do Hamas acusado de “planear ataques terroristas”.

Peritos da ONU denunciaram num comunicado divulgado em 13 de fevereiro que pelo menos 57 civis foram mortos no Líbano nos primeiros 60 dias do cessar-fogo.

Disseram também que, durante o mesmo período, 260 propriedades foram destruídas por Israel, que demoliu casas depois de ter abandonado as aldeias libanesas que tinha ocupado.

A guerra de 2024 entre Israel e o Hezbollah provocou mais de 4.000 mortos só no Líbano e obrigou mais de um milhão de pessoas a fugir de casa.

Segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), quase 100.000 pessoas continuavam deslocadas no país em 05 de fevereiro.

Últimas do Mundo

Um executivo da empresa norte-americana Walt Disney Company, detido num aeroporto de Moscovo em janeiro, foi hoje condenado a dois anos e meio de prisão por um tribunal russo por posse e tentativa de contrabando de droga.
Um português de 26 anos morreu após uma violenta agressão numa rua espanhola, num caso que está agora a ser investigado pelas autoridades de La Rioja.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa Temu em 200 milhões de euros por não detetar devidamente produtos ilegais, referindo que encontrou à venda na plataforma brinquedos para bebés, joias ou carregadores com elevados riscos de segurança.
Os aeroportos europeus estão a registar esperas até 3,5 horas nos controlos fronteiriços em períodos de pico e antecipam um verão “particularmente difícil”, apontando falta de efetivos e falhas técnicas na implementação do novo sistema europeu.
O YouTube passará a detetar e a identificar automaticamente os conteúdos criados por inteligência artificial (IA), informou hoje a empresa que pertence à Google, que até agora dependia dos criadores do conteúdo para etiquetar os vídeos.
Uma onda de calor está a atingir a Europa, com temperaturas recorde para maio e alertas das autoridades em países como Espanha, França, Irlanda, Reino Unido, Áustria e República Checa.
A obesidade está a abrandar em países da Europa Ocidental, incluindo Portugal, mas continua a aumentar de forma consistente em países de baixo rendimento, concluiu um estudo internacional com participação de investigadores da Universidade de Coimbra.
Duas pessoas morreram, incluindo um suspeito alvejado pelo Serviço Secreto norte-americano num tiroteio no sábado junto à Casa Branca, em Washington, noticiou a imprensa dos Estados Unidos.
Os surtos de peste suína africana aumentaram, na União Europeia (UE), 76% nos porcos e 44% nos javalis no ano passado, indicou hoje a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA).
As infeções sexualmente transmissíveis atingiram níveis recorde na Europa em 2024, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), que aponta para aumentos acentuados na gonorreia e sífilis e lacunas crescentes nos testes e prevenção.