Fecho do comércio aos domingos e feriados resultaria na perda de 18 mil empregos

A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) afirmou esta quinta-feira que o encerramento dos estabelecimentos comerciais aos domingos e feriados resultaria na perda de 18 mil postos de trabalho diretos.

© Palácio do Gelo

A diretora-geral da APPC, Carla Pinto, falava na Assembleia da República, na Comissão de Economia, Obras Públicas e Habitação, no âmbito de uma audição sobre um projeto de lei relativo aos horários de funcionamento do comércio. A dirigente referiu ainda que “38% das compras são feitas no horário pós-laboral” e que “16% das vendas dos lojistas são feitas aos domingos”.

Carla Pinto mencionou também que “os cinemas ainda não recuperaram do período da pandemia” e acrescentou que “o período pós-laboral representa 36% do negócio da indústria do cinema”.

A questão do e-commerce também foi abordada, nomeadamente os casos das chinesas Shein e da Temu, cujas “vendas […] estão a destruir o comércio físico” e “a arruinar milhares de postos de trabalho na Europa”, afirmou a diretora da APCC.

Na mesma sessão, o deputado do Partido Socialista (PS) Hugo Costa disse que “o PS não apoiará” o projeto de lei que visa o encerramento dos estabelecimentos comerciais aos domingos e feriados, acrescentando que o partido é a “favor do funcionamento do mercado”.

Presente também na comissão, o deputado do Partido Social Democrata (PSD) João Vale e Azevedo afirmou que “o PSD é forte defensor da liberdade económica” acrescentando que “qualquer alteração corre o risco de ser um tiro no pé da economia portuguesa”.

Últimas de Economia

O preço eficiente do gasóleo simples em Portugal ultrapassa os dois euros por litro esta semana, enquanto o da gasolina simples 95 se aproxima desse valor, segundo a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
O investimento em construção aumentou 5,5% em 2025 e totalizou 28.012 milhões de euros, e o valor acrescentado bruto cresceu 1,7%, para 9.940 milhões de euros, ambos face a 2024, segundo a associação AICCOPN.
Metade dos consumidores portugueses apontou o aumento do custo de vida como principal motivo para dívidas, segundo um estudo da Intrum, que apontou ainda o uso do cartão de crédito nos últimos seis meses para pagar contas ou despesas.
A associação de consumidores Deco defende que as famílias adotem uma abordagem de gestão financeira mais estratégica e, assim, estarem melhor preparadas para enfrentar períodos de incerteza económica como o que se vive.
Os juros da dívida portuguesa subiam esta sexta-feira, 13 de março, a cinco e a 10 anos em relação a quinta-feira para máximos desde julho de 2024 e novembro de 2023, respetivamente.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana, com o gasóleo simples a aumentar cerca de 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a subir 10,3 cêntimos, segundo a ANAREC.
O número de edifícios licenciados diminuiu 14,2% no quarto trimestre de 2025 face ao mesmo período de 2024, ao totalizar 5,8 mil edifícios, um agravamento da redução registada no terceiro trimestre (-2,6%), anunciou hoje o INE.
As exportações de bens recuaram 14,1% em janeiro, enquanto as importações caíram 2,5%, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Dados da DECO PROteste revelam que os consumidores estão agora a pagar mais de 254 euros por um conjunto de bens essenciais: um aumento superior a 35% desde 2022.
O parque automóvel português está mais jovem e diversificado, face a 2025, verificando-se um aumento de cinco pontos percentuais entre os veículos com menos de quatro anos, concluiu um estudo da ACP.