Número de desempregados nos centros de emprego sobe 4,3% em janeiro para 349.338

O número total de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu 4,3% em janeiro, em termos homólogos, e 4,1% face a dezembro, para 349.338, segundo dados hoje divulgados pelo IEFP.

© D.R.

De acordo com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de janeiro estavam registados nos serviços de emprego de Portugal continental e nas Regiões Autónomas 349.338 desempregados, “número que representa 71,9% de um total de 486 002 pedidos de emprego”.

Face a janeiro do ano passado, são mais 14.285 desempregados, enquanto face a dezembro o aumento foi de 13.673 pessoas.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, e para a variação absoluta, contribuíram ainda os inscritos há menos de 12 meses (9.957), os que procuram novo emprego (11.233) e os adultos (11.199).

No que toca aos grupos profissionais com maior expressão, face ao período homólogo, o IEFP destaca os trabalhadores não qualificados (29,3%), os trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores (20,7%), pessoal administrativo (10,8%) e especialistas das atividades intelectuais e científicas (10,2%).

Na comparação homóloga, o IEFP assinalou ainda o acréscimo nos trabalhadores não qualificados (10,5%), nos especialistas das atividades intelectuais e científicas (8%) e nos operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem (8%).

Em sentido inverso, registou-se “uma redução no desemprego nos grupos profissionais do pessoal administrativo (-3,3%) e agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, pesca e floresta (-17%).

O desemprego no continente teve um aumento de 6,3% em janeiro, em termos homólogos, ao contrário do registado nas regiões autónomas de Madeira (-8,7%) e Açores (-3,1%).

No final de janeiro, as ofertas de emprego por satisfazer totalizavam 11.063, aumentando 3,2% em termos homólogos e 14,6% em cadeia.

No acumulado do mês, o IEFP recebeu 11.855 ofertas de emprego (mais 17,6% que no mesmo mês do ano passado e mais 91,1% que em dezembro), tendo efetuado 7.770 colocações (crescimento de 2% em termos homólogos e de 73,3% em cadeia.

Últimas de Economia

A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 12 cêntimos e o da gasolina subir cinco cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC - Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis cedida à Lusa.
Ministro da Administração Interna só declarou à Entidade para a Transparência a empresa da esposa depois de assumir funções no Executivo. A sociedade, criada em 2023, foi utilizada para suportar o pagamento das obras na propriedade de Odemira.
A produção industrial recuou em maio 1,2% na zona euro e 0,3% na União Europeia (UE), face ao mês homólogo, divulga hoje o gabinete europeu de estatísticas, Eurostat.
O fisco encontrou 355 milhões de euros de vantagens patrimoniais ilegítimas nos inquéritos-crime que concluiu em 2025 e detetou outros 671 milhões de impostos em falta nas investigações em curso, segundo o último relatório de combate à fraude.
Dois anos após o lançamento das primeiras medidas da AD, os preços das casas continuam a subir a dois dígitos, num mercado onde a procura aumentou, mas a oferta continua sem responder.