Fiscalização da Direção-Geral do Consumidor aumenta 40% para 21 ações em 2024

A Direção-Geral do Consumidor (DGC) fez 21 ações de fiscalização em 2024, abrangendo 355 operadores económicos, o que representa aumentos de 40% e 10%, respetivamente, face a 2023, foi hoje anunciado.

© DR

“A Direção-Geral do Consumidor (DGC) reforçou, no ano de 2024, a atuação no âmbito das suas competências de fiscalização em matéria de publicidade, tendo-se verificado com um aumento significativo do número de ações de fiscalização e de processos instaurados”, informou a entidade, em comunicado.

Ao longo do ano passado foram analisadas 5.606 mensagens publicitárias, mais 117% do que em 2023, e instaurados 120 processos de contraordenação.

Do total de processos, 48% estão relacionados com infrações no âmbito do Código da Publicidade e 23% com o regime das práticas comerciais desleais.

A DGC detalhou que entre as infrações mais recorrentes estão o não cumprimento do princípio da identificabilidade, infrações no contexto de publicidade a bebidas alcoólicas, de publicidade dirigida a menores e de publicidade a géneros alimentícios com elevado teor de sal, açúcar e ácidos gordos, bem como a publicidade enganosa em campanhas promocionais.

As ações de fiscalização incidiram sobre o setor das viagens, automóvel, retalho alimentar e não alimentar, formação e instituições de crédito, entre outras áreas.

Quanto aos processos de averiguações na sequência de reclamações e denúncias, a DGC registou um aumento de 65% para 460 processos, ou seja, mais 181 do que em 2023.

No âmbito dos 120 processos de contraordenação instaurados foram constituídos 221 arguidos e foram ainda proferidas 80 decisões, das quais 27 resultaram na aplicação de coima (36%) e 43 em arquivamento (50%), totalizando 174.000 euros de coimas aplicadas até ao final do ano passado.

Últimas de Economia

A associação de consumidores Deco defende que as famílias adotem uma abordagem de gestão financeira mais estratégica e, assim, estarem melhor preparadas para enfrentar períodos de incerteza económica como o que se vive.
Os juros da dívida portuguesa subiam esta sexta-feira, 13 de março, a cinco e a 10 anos em relação a quinta-feira para máximos desde julho de 2024 e novembro de 2023, respetivamente.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana, com o gasóleo simples a aumentar cerca de 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a subir 10,3 cêntimos, segundo a ANAREC.
O número de edifícios licenciados diminuiu 14,2% no quarto trimestre de 2025 face ao mesmo período de 2024, ao totalizar 5,8 mil edifícios, um agravamento da redução registada no terceiro trimestre (-2,6%), anunciou hoje o INE.
As exportações de bens recuaram 14,1% em janeiro, enquanto as importações caíram 2,5%, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Dados da DECO PROteste revelam que os consumidores estão agora a pagar mais de 254 euros por um conjunto de bens essenciais: um aumento superior a 35% desde 2022.
O parque automóvel português está mais jovem e diversificado, face a 2025, verificando-se um aumento de cinco pontos percentuais entre os veículos com menos de quatro anos, concluiu um estudo da ACP.
O preço do gás natural subiu mais 6% na abertura de hoje, ultrapassando os 53 euros, em mais um dia de subida dos preços da energia devido aos ataques aos petroleiros no Estreito de Ormuz.
A administradora do Banco de Portugal Francisca Guedes de Oliveira defendeu hoje que o sistema bancário deve estar preparado para amparar choques e acompanhar a retoma da economia.
As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 5,2% em fevereiro face ao mesmo mês de 2025, mais 0,1 pontos percentuais do que em janeiro, tendo todas as regiões registado crescimentos homólogos, informou hoje o INE.