HUGO SOARES, Aguiar-Branco e ministra da Justiça TAMBÉM TêM IMOBILIÁRIAs

Durante o debate da moção de censura do CHEGA, onde foram pedidos esclarecimentos ao primeiro-ministro sobre a empresa que fundou, que pode configurar um conflito de interesses com a Lei dos Solos, Hugo Soares apressou-se a defender Luís Montenegro, criticando o CHEGA e acusando alguns dos seus deputados de terem negócios no ramo imobiliário.

© PSD

Contudo, o jornal Página Um avançou, mais tarde, que não só Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, mas também José Pedro Aguiar-Branco, Presidente da Assembleia da República, são detentores de empresas com atividade no setor imobiliário.

“Este país nem inventado. O deputado que diz que os outros deputados não deviam participar na Lei dos Solos porque têm imobiliárias, e com razão, é o mesmo que tem uma imobiliária”, declarou Ventura.

Já a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, que tem participações em quatro sociedades do ramo imobiliário, não tenciona desfazer-se desse património afirmando que “não há qualquer conflito de interesses”.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA lamentou hoje que a diplomacia tenha falhado no conflito que opõe Estados Unidos da América e Israel ao Irão, mas considerou que o regime iraniano teve "uma certa culpa" e espera uma mudança no país.
O presidente do CHEGA, André Ventura, propôs hoje a criação de uma comissão no parlamento dedicada à reforma do Estado presidida pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, e rejeitou que o social-democrata seja uma ameaça ao seu partido.
Portugal deve pressionar as organizações internacionais de que faz parte para que a Irmandade Muçulmana seja classificada como organização terrorista. Esta é a proposta apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa junto da União Europeia, das Nações Unidas e de outros organismos multilaterais.
O parlamento chumbou hoje, com votos contra de PSD, CDS e IL, e abstenção do PS, iniciativas do CHEGA que pretendia rever o complemento de pensão de militares e polícias, face a discrepâncias na atribuição das reformas.
No frente-a-frente com o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, André Ventura questionou diretamente a capacidade de execução do Governo e pediu garantias concretas sobre falhas nas comunicações, nos apoios e na resposta às crises.
Portugal deve recusar, para já, o novo acordo de comércio livre entre a União Europeia e a Índia. A posição é defendida pelo CHEGA, que apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução a recomendar que o Governo vote contra o texto atual e exija alterações profundas antes da sua aprovação.
André Ventura apontou responsabilidades ao PCP pelo apoio ao Governo do PS em 2017 e acusou a esquerda de incoerência. O líder do CHEGA garantiu que o partido continuará a defender aumentos salariais e valorização profissional.
Com apenas seis anos de existência, o partido de André Ventura tornou-se determinante em Sintra, Gaia e Cascais. Sem precisar de vencer, passou a ser a chave das maiorias.
Portugal deve pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) o afastamento da relatora especial para os Territórios Palestinianos Ocupados. Esta é a recomendação apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa sobre o tema.
André Ventura acusou o Governo de falhar às populações afetadas pelas tempestades e exigiu isenção imediata de IMI, rapidez nos apoios e um pedido público de desculpas. “Persistir no erro é que não fica bem”, atirou.